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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E aquela coisa da protecção de dados?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.04.18

Parece que também nas matrículas dos alunos o fisco irá dar uma ajuda. Para se ficar a saber umas quantas coisas onde, até agora, os encarregados de educação têm andado a fazer marosca, ao que as autoridades – pelos vistos pouco competentes, dado o nível de aldrabice atingido - já trataram de anunciar. Mas, consta, a intervenção da máquina fiscal vai limitar-se a certificar que a morada declarada é mesmo a verdadeira. Ou, pelo menos, aquela que lhe permite frequentar a escola em que se está a matricular.  

Não é que ache mal. Mas, já que se está com as mãos na massa, podíamos ir um pouco mais longe. Assim, sei lá, arranjar uma maneira qualquer de saber se todos os candidatos aos apoios da acção social escolar – ou lá como se chama essa treta - são mesmo pobrezinhos. E para isso nem precisavam de aborrecer o fisco. Se calhar, digo eu, era capaz de ser coisa muito mais importante do que andar a limitar a liberdade de cada um escolher o estabelecimento de ensino que quer frequentar. A menos que a ideia - má - seja arranjar mais uns clientes para os privados... 

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Deixem os putos em paz!

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.18

Diz que lá para o norte existe uma escola onde todos os alunos são de etnia cigana. Nada que, tanto quanto se sabe, cause inquietação à comunidade local. Cigana ou não. Ora a ausência de chatices é coisa que não agrada a toda a gente. Há quem precise delas para se fazer notar. Ou para lhe ser dada a importância que não tem.

Tanto assim é que uns quantos iluminados já andam por aí a reclamar pela ausência de misturas. Não lhes importa que a dita escola se situe paredes meias com o local de residência dos alunos e que, por isso, seja natural que a frequentem. Estão-se nas tintas para a vontade dos pais. Das duas uma. Ou os ciganitos vão para escolas mais longe ou os pirralhos de mais longe vão para a aquela escola. Parece, digo eu, um bocado parvo. Mas, para as criaturas que estão a suscitar a questão, vale tudo para fazerem vingar as suas teorias da treta. Até prejudicar as crianças.

Também não deixa de ser assaz estranho que, em relação a este caso, se mencione a etnia dos alunos. Ainda um destes dias, acerca de um outro caso igualmente mediático, levei o dia a ouvir falar de indivíduos. Era bom que a merda de comunicação social que temos fosse coerente uma vez por outra. Ou são sempre ciganos ou são sempre indivíduos. Decidam-se, porra!

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E de número de contribuinte, também se pode mudar?!

por Kruzes Kanhoto, em 25.01.17

Sempre preocupado com os grandes temas que preocupam os portugueses o governo prepara-se para produzir legislação que permita às crianças transexuais a possibilidade de escolherem, para usar na escola, o nome com que se identificam, independentemente da mudança no Registo Civil que, por enquanto, apenas pode ocorrer quando tiverem dezasseis anos. Por mim, ao contrário de uns quantos comentários que já li e ouvi acerca do assunto, não acho mal. Nem bem. Apenas parvo. Mas vindo de quem vem não é caso para estranhar. A malta já está habituada a que daquelas cabecitas só saiam ideias destas.

Mas, além dos sarilhos que vão arranjar aos professores, esta aberração legislativa, a contemplar apenas os casos das ditas crianças transexuais, pode configurar mais um caso de evidente discriminação. Que o Tomás e Constança, por serem portadores desse problema, queiram ser chamados, respectivamente, por Carlota ou Martim ainda é como o outro. Do mal o menos. Agora se a lei não permitir igual prerrogativa ao Eleutério, um futuro craque do pontapé na bola que gosta de ser chamado de Messi, então temos um problema.

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Trabalhos de casa

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.16

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Noticias vindas de Espanha dizem-nos que os putos estão a fazer uma espécie de greve aos trabalhos de casa. Forma de luta merecedora, como seria de esperar, de todo o apoio por parte dos progenitores. Compreendo a problemática. É, de facto, uma chatice os gaiatos chegarem a casa com cenas que impossibilitam aquela coisa do tempo de qualidade passado em família. Aquilo em que cada um olha fixamente para o seu tablet ou telemóvel sem ligar patavina aos outros.

Percebo que os miúdos não apreciem os TPC’s. Igualmente entendo que os pais não tenham paciência para ajudar os filhos a ultrapassar as dificuldades que estas coisas lhes colocam. Aceito, também, que prefiram estar no facebook, descansados da vida, sem ter o petiz a chatear por não perceber a tabuada ou seja lá o que for que ensinam agora. Compreendo isso tudo. Ninguém gosta de chatices. Podiam era admiti-lo. Que inventem argumentos rebuscados, muito modernos e que atirem para o ar uns quantos conceitos pretensamente evoluídos é que não me parece bem. Até porque ninguém acredita. Nem eles.

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Se calhar ia para a Arábia Saudita. Diz que está quentinho, por lá.

por Kruzes Kanhoto, em 30.03.16

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As escolas portuguesas vão perguntar aos seus alunos que objectos colocariam numa mochila caso sentissem necessidade de se refugiar. Se fossem refugiados, portanto. Deve ser no âmbito de um projecto todo modernaço destinado a entender as motivações da chusma de gente que está a invadir a Europa.

Nada de inovadora, esta ideia. Cá pelo Kruzes também já tínhamos pensado em tão perturbadora questiúncula. E, mentalmente, até fizemos uma lista de itens a incorporar na trouxa que carregaríamos caso – às tantas o melhor é dizer quando – tivéssemos de, para salvar a pele ou devido a outra motivação qualquer, ir para outro país. Que, por se tratar de um cenário, para já meramente académico, até podia ser um daqueles de onde agora chegam “refugiados” aos magotes. Pois que para além de uma “muda” de roupa só iam um saca-rolhas e um terço. Não que eu seja gajo de andar nos copos ou de rezas. Nada disso. Era apenas para testar a multiculturalidade que se pratica por aquelas bandas. Que deve ser muita, presumo. Tanta que, desconfio, depressa me ia arrepender de lá procurar refugio...

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