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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Não queriam o Ventura?! Tivessem ido votar...noutro!

por Kruzes Kanhoto, em 09.10.19

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Anda por aí muita gente em alvoroço por causa do “Chega” ter entrado no parlamento. Como se aquilo fosse, até agora, um lugar bem frequentado. Ou, de ora em diante, não existisse por lá outra mistela igualmente repulsiva. É que ninguém, minimamente ajuizado e que pretenda ser intelectualmente sério, pode colocar os deputados do PAN, BE, PCP ou aquela lady gaga do Livre num patamar diferente do André Ventura. Para não falar de outros que por lá se pavoneiam.

Depois há também os que se horrorizam com os resultados obtidos pelo “Chega” aqui no Alentejo. Em Estremoz, por exemplo, teve 3,32%. Mas se olharmos para a única freguesia urbana do concelho e onde estão mais de 60% dos eleitores, o resultado vai aos 4,01%. E o que tem a cidade que as freguesias rurais não têm? Ciganos, claro. Tal como acontece em Alvito, Moura, Elvas e Monforte. Ciganos que, na sua esmagadora maioria, não votam. Mas o melhor é nem falar nesses abstencionistas. Criticá-los por não cumprirem esse dever ainda é capaz de ser considerado racismo, xenofobia ou isso.

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Coisas de um tempo velho. Ou novo, sei lá.

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.15

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O país está repleto de obras faraónicas. De utilidade duvidosa, a maior parte delas. O mal não vem de agora nem, por estranho que isso possa parecer, foi exclusivo de Sócrates, Guterres ou Cavaco. É muito anterior. Nem, presumo, terá um fim à vista. Vai, de certeza, continuar enquanto por cá habitar um povo que aprecia esturrar dinheiro e admira quem o esturra em seu nome.

Visitei por estes dias um desses exemplos. O Forte da Graça, em Elvas. Uma fortaleza inexpugnável destinada a defender a linha de fronteira. Parece que nunca foi invadida. Nem, sequer atacada. Reconvertida, num longínquo dia, em presidio militar. Ambivalência que não deixa de ser irónica, diga-se. Que isto de transformar um lugar concebido para impedir que o inimigo lá entre num espaço de onde ninguém consegue sair não é para qualquer um.

Ficou a sua construção em mais de setecentos mil réis. Menos de quatro euros, na actual moeda, mas que à época custou um colossal aumento de impostos aos contribuintes da altura. A juntar aos mais de seis milhões de euros que os contribuintes portugueses e europeus, agora, gastaram na recuperação do imóvel e sua envolvente. Para completar o ramalhete, assim tipo cereja em cima do bolo”, só falta saber quanto custará o teleférico “Rondão de Almeida” a ligar a cidade ao Forte...

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