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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Casa para meliantes

Kruzes Kanhoto, 19.04.18

Quem lê as capas da imprensa portuguesa facilmente conclui que vivemos num país de malucos, governado por doidos varridos e onde as correntes com os mais graves problemas demenciais se tornaram nos novos donos disto tudo. Todos os dias temos maluquices novas. Já não estranho. Nem, na maior parte dos dias, ligo. É o hábito. O tal que se não faz o monge, faz o eleitor revoltado que acaba a votar nos "populistas".  

Hoje ficámos a saber, pelo JN, que o Estado vai financiar casas para jovens delinquentes. Ou seja, vamos pagar, para além da nossas, as casas dos meliantes. Mesmo que estes escondam nas suas habitações verdadeiras fortunas. Como o outro, a quem a polícia apreendeu trezentos mil euros. Enquanto isso quem faz uma vida normal vai pagando estes desmandos. Como aqueles ricaços que ganham dez mil euros por ano e pagam quinhentos de IRS. Bem-feita. Ninguém os manda ser parvos. Só trabalham porque querem. 

Um par de tabefes nos pais era capaz de ajudar...

Kruzes Kanhoto, 03.05.16

tdah-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperativi

 

Tem sido noticia nos últimos dias a quantidade de calmantes que, diz, as crianças portuguesas estarão a ingerir. Prescritos por médicos e ministrados pelos pais, presumo. Parece que é tudo hiper-activo, ou lá o que chamam agora aos gaiatos que têm bichos carpinteiros. Uma maleita cujo principal sintoma é uma intensa comichão no lombo e que em tempos tinha um tratamento muito mais rápido, eficaz e bastante menos dispendioso. Sim, que as drogas para tratar doenças de ricos, de pobres com a mania que são abastados e de gente convencida da genialidade do seu intelecto não devem ser baratas.

A ser verdade é coisa para me deixar basbaque. Não se pode dar um tabefe num puto malcriado. É crime, dizem eles. E elas, que não pretendo discriminar os parvos em função do género. Contudo ninguém vê nenhum inconveniente em fazê-los engolir drogas. Quiçá criando dependências e provocando sabe-se lá que outros efeitos secundários. Tudo porque é mais fácil enfiar um comprimido pelas goelas abaixo à criança do que dar-lhe um sopapo. Bonito, sem dúvida. E estúpido, também.