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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O helicóptero do dinheiro

Kruzes Kanhoto, 31.01.21

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A capa do semanário “Sol” deste fim de semana proclama em letras garrafais que “temos de meter dinheiro nas mãos dos portugueses”, dando voz a uma conceituada especialista na especialidade que trata destas cenas da economia e afins. Se ela diz, quem sou eu para a contrariar. Até porque sou português e já estou para lá de farto que metam as mãos no dinheiro do portugueses. No meu, nomeadamente.

Mas, assim de repente e de isso já ter sido feito por Trump com os americanos, não estou a ver bem como iria funcionar essa coisa de dar dinheiro ao pagode. Um cheque para cada tuga? Se calhar não era grande ideia. Os ricos metiam-no no banco, os pobres compravam telemóveis desses ainda mais modernos e os assim-assim iam de férias para o estrangeiro. No final o nosso dinheiro acabava na mão de empresas e países estrangeiros ou nos bancos. Outra vez.

Se é para injectar dinheiro na economia que seja pela via fiscal. Reduzir os impostos sobre o trabalho, as empresas e o investimento parece-me o único caminho. O resto são teorias – cientificamente muito bem elaboradas, tenho a certeza – mas que tendem a esquecer um pequeno pormenor. Uma coisinha de nada, digamos. A realidade, ou o que é.

Não é o dinheiro da Europa. É o nosso dinheiro, porra!

Kruzes Kanhoto, 13.02.18

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Não existe político que não se babe por fundos comunitários. Alguns até parece que é só para isso que vivem. Como se o resto não importasse, a existência de vida na Terra dependesse dos dinheiros comunitários e, sem eles, vivêssemos no caos. Infelizmente seguidores destas ideias malucas não faltam. Destas e de outras, diga-se. Deve ser por isso que a sugestão do Costa de criar três novos impostos, destinados a financiar o orçamento europeu, tem merecido tanto aplauso. Inevitável, dizem, se quisermos continuar a ter acesso ao benditos fundos comunitários. Se percebi bem a coisa vamos pagar mais impostos para podermos continuar a fazer, na maioria das circunstâncias, obras que apenas conseguiremos manter a funcionar se, para isso, pagarmos ainda mais impostos.

Claro que agora nos é garantido que os impostos a criar serão sobre transações financeiras e outras coisas que, acreditamos, não nos atingem. Pois, deve ser deve. Nisso acredite quem quiser. No “fim do dia” veremos quem é que paga a conta.

Obviamente nada me move contra os fundos estruturais da União Europeia. Foram e continuam a ser determinantes para a construção de infraestruturas que, de outra forma, dificilmente teríamos ao nosso dispor. Mas, assim por alto, se calhar metade do que se gastou à conta deles foi desnecessário, é em parte a causa do desequilíbrio orçamental em que temos vivido e, sobretudo, contribuíram para encher os bolsos a muita gente. Desconfio, mas sou só eu a divagar, deve ser por isso que tantos correm atrás deles.

Chapéus há muitos…

Kruzes Kanhoto, 10.12.17

Apesar da má conta em que tenho os jornalistas e o jornalismo de uma maneira geral, era gajo para tirar o meu chapéu – se usasse - à reportagem exibida pela TVI a propósito de umas quantas manhosices alegadamente praticadas pela presidenta de uma associação de solidariedade. Ainda que nada daquilo me soe a novidade. Com as devidas proporções, dependendo sempre da escala de cada associação, presumo – mais por precaução do que por ausência de certezas – que situações como a descrita, ou outras de uso em actividades de utilidade duvidosa dos dinheiros públicos que são atribuídos a associações, sejam comuns por esse país fora. Mesmo que os valores envolvidos ou a natureza das manigâncias alegadamente praticadas possam ser – caso ocorram – bastante diversos.

Desconfio que não será difícil encontrar associações onde a direcção pode reunir no quarto e a assembleia geral na sala de jantar. Nem se revestirá de grande dificuldade deparar com entidades associativas que só existem para justificar o emprego – ou negócio – dos seus “dirigentes”. Nada disso teria mal se não estivesse envolvido dinheiro público. Seja sob a forma de subsidio ou, eventualmente, fuga ao fisco.

E depois há aquelas que já nem se dão ao incomodo de disfarçar. São as que não se importam nada de justificar que gastaram o dinheiro dos contribuintes em festas e comezainas. Mas, confesso, as minhas preferidas são as que nem se envergonham de pedir – em modo de exigência, quase – apoio público para festas privadas. Assim tipo almoços ou jantares comemorativos de coisas.

Em todas as circunstâncias não é apenas a má consciência cívica dos “dirigentes associativos” que está em causa. Pior, muito pior, é acção dos detentores de cargos públicos que lhes “dão” o guito. O nosso guito, convém relembrar.

Qualquer coincidência será pura semelhança

Kruzes Kanhoto, 14.03.17

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Se tivesse o meu dinheiro depositado no Montepio teria ficado, após ouvir as explicações dos entendidos acerca da situação do banco, muito mais descansado. Ainda assim, não sendo depositante, os meus níveis de traquilidade atingem valores bastante elevados no que se refere ao futuro da instituição. Mesmo enquanto contribuinte escuso de me preocupar. Garantem-me os gajos que sabem destes assuntos que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Assim tipo o BES, estão a ver? Aquele banco que, como toda a gente ficou a saber, nada tinha a ver com o GES, ou lá o que era, como não se cansaram de nos explicar, em tempos, os gajos que sabem mesmo destas matérias.

Banca publica, vícios privados. Ou o contrário. Não sei...estou confuso!

Kruzes Kanhoto, 21.05.16

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Diz que o governo se prepara para injectar mais quatro mil milhões de euros na banca. Dinheiro, claro está, que sai do bolso dos contribuintes. Mais uma vez. Tudo porque a banca está na mão de banqueiros e capitalistas que a saqueiam para satisfazer os seus interesses. Ou seja ficam com os lucros e fazem-nos pagar os prejuizos, os patifes. Logo, para acabar com este estado de coisas, toda a actividade bancária devia estar nas mãos do Estado. Nacionalizar os bancos e não permitir que constitua negociata de privados. Isso é que era. Assim já não precisávamos de pagar os tais quatro mil milhões que o governo quer dar à Caixa Geral de Depósitos para que esta se recapitalize. É mais ou menos isto, não é? 

Coisar sai caro ao contribuinte...

Kruzes Kanhoto, 12.05.16

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Isto de comprar em grandes quantidades terá algumas vantagens. O preço, nomeadamente. Mas, convenhamos, é muito preservativo. E muito dinheiro, também. Mais de seiscentos e vinte mil euros só para a malta coisar devidamente protegida. Significa que se fornica bastante, por cá. Ou que os portugueses andam todos a f****-se uns aos outros. E às outras, que é uma coisa assim mais dentro da normalidade.