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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E contra a trifobia, pázinhos, ninguém luta?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.05.18

Diz que hoje é o dia internacional contra a homofobia, a bifobia e a transfobia. Não é que isso me importe – nem exporte, a bem dizer – mas, assim de repente, parece-me uma coisa esquisita. Daí que não vá desenvolver nenhuma acção de luta contra qualquer uma dessas fobias. Até porque, coitadas, nunca me fizeram mal nenhum.

Nestas matérias – como noutras, confesso – sou um bocado ignorante. Se relativamente à primeira – a homofobia – tenho uma vaga ideia do que seja, já quanto às outras são conceitos que escapam ao meu conhecimento. Bifobia será alguém com duas fobias, certamente. E transfobia deve ser quando um gajo ou uma gaja - ou um coiso, vá - tem medo ou aversão a transportes. Públicos, nomeadamente. Que, calculo, deve ser uma fobia muito comum. A não ser assim haverá aqui uma ilegítima apropriação linguística, em beneficio próprio, de algum grupo modernaço...

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Casa para meliantes

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.18

Quem lê as capas da imprensa portuguesa facilmente conclui que vivemos num país de malucos, governado por doidos varridos e onde as correntes com os mais graves problemas demenciais se tornaram nos novos donos disto tudo. Todos os dias temos maluquices novas. Já não estranho. Nem, na maior parte dos dias, ligo. É o hábito. O tal que se não faz o monge, faz o eleitor revoltado que acaba a votar nos "populistas".  

Hoje ficámos a saber, pelo JN, que o Estado vai financiar casas para jovens delinquentes. Ou seja, vamos pagar, para além da nossas, as casas dos meliantes. Mesmo que estes escondam nas suas habitações verdadeiras fortunas. Como o outro, a quem a polícia apreendeu trezentos mil euros. Enquanto isso quem faz uma vida normal vai pagando estes desmandos. Como aqueles ricaços que ganham dez mil euros por ano e pagam quinhentos de IRS. Bem-feita. Ninguém os manda ser parvos. Só trabalham porque querem. 

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Blogs do ano

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.17

A sério que o blog do ano, na área do entretenimento, é uma coisa chamada “Bumba na fofinha”?!

E o “Poupadinhos e com vales” - graças ao qual ficaria elucidado acerca das diferenças entre a Bimby nova e a velha Bimby, se me desse ao incomodo de ler o post sobre o tema – foi o vencedor na categoria “negócios e empreendimento”?! De verdade, ou isso é só a reinar?!

Diz também que o “Emprego pelo Mundo” ganhou na categoria “Política e Economia”. Deve ser por não ter tido actualizações nos últimos seis meses…

Claro que nada disto tem importância. Nem, obviamente, serve para coisa alguma. A não ser para evidenciar a indigência mental que vai reinando por aí...

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O povo está com eles...

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.17

Tenho manifesta dificuldade em entender o que move as multidões que se arrastam atrás dos políticos. Mais ainda quando os políticos são tipos como o Isaltino, o Sócrates ou o Valentim. Isto só para citar alguns. Pode, em certos casos, a causa do entusiasmo perante o figurão ter a ver com reconhecimento de favores passados ou a expectativa de benesses futuras. Não negligencio, também, a possibilidade de, outros, serem apenas figurantes contratados para a ocasião. Assim uma espécie de precários do aplauso, digamos. Todos esses, de alguma forma, ainda os consigo entender. Até perdoar, vá. Agora os que lá andam por convicção e por acreditarem piamente nas virtuosas qualidades de que as criaturas serão dotadas, é que se trata de um comportamento que está para além da minha compreensão.

Sócrates foi ontem recebido no Porto em apoteose. Pelas palavras que foi possível ouvir e pelas caras que pudemos reconhecer entre os presentes, ficámos a saber que o Partido Socialista – ou, pelo menos, parte dele – estará ao lado do ex-primeiro ministro. Preocupante, mais ainda por se tratar do partido que governa, mas nada de surpreendente. A “família”, por norma, protege os seus.

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Os transfinanceiros (ricos que nasceram num corpo de pobre)

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.17

Isto de governar um país, por mais que uma imensa maioria não perceba, é como gerir uma casa de família. A questão da divida, por exemplo. Eu, como quase toda a gente, também tive um crédito à habitação. Daqueles a pagar em vinte cinco anos. No meu caso foram “apenas” dezassete ou dezoito. A melhoria do nível vida verificada no tempo em que o Cavaco foi primeiro-ministro permitiu-me, com o aumento de rendimento, ir fazendo amortizações de capital e, com isso, poupar nos juros, diminuir a taxa de esforço e antecipar o fim do empréstimo em sete ou oito anos. Nada de mais. Qualquer pessoa minimamente inteligente – ou só precavida, vá – faria o mesmo.

Ora não é nada disso que os gajos que tomaram o poder estão a fazer. Para gáudio da populaça, diga-se, que se revela extremamente contente com o desvario que vai nos centros de decisão. Só um governo de idiotas e um povo imbecilizado não percebe que, numa altura de crescimento económico e de aumento do PIB, a única opção séria é reduzir a divida. Mas não. Pelo contrário. Ela cresce a cada dia. Perante, como se vê, o aplauso generalizado. É o que dá ter um país governado por gente que nem a sua vida sabe governar.

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Grande defensor dos trabalhadores e do povo, este...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.17

O que ontem era verdade hoje é mentira. Ou o contrário. Não sei, mas, no caso, é indiferente. Para o antigo chefe da CGTP, agora, não é possível baixar impostos. Nem desejável, acrescenta. Até porque, acha o cavalheiro, até nem pagamos por aí além. Pior, a criatura acha que teremos de nos conformar com a ideia de ir sempre pagando mais qualquer coisinha a cada ano que passa.

Já não me lembro – e não estou para ir pesquisar – mas suponho que este senhor tenha sido daqueles que considerou um roubo a quem trabalha aquilo do brutal aumento de impostos, ordenado pela troika, para pagarmos a bancarrota deixada pelo governo de Sócrates. Do qual, convém não esquecer, António Costa foi o número dois.

E é isto. É esta a coerência daqueles a quem a comunicação social vai dando voz e os contribuintes vão sustentando. São estas as baboseiras e estes alarves que vamos tendo de aturar. Nada de surpreendente nem a que não estejamos habituados. De estranhar, apenas, é que tanta gente ainda se mobilize para seguir estes idiotas.

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Por onde anda aquela malta de esquerda que se dizia sempre contra o governo, qualquer que ele fosse? Pelos vistos só resto eu...

por Kruzes Kanhoto, em 05.10.17

Esforço-me o mais que posso por gostar do governo. A sério. Dou o meu melhor para, tal como a maioria dos reformados, funcionários públicos e trabalhadores de empresas públicas me tornar num fã desta solução governativa. Ou problema, do meu ponto de vista. Mas, por mais esforços que desenvolva nesse sentido, não consigo. É escusado. De cada vez que estou quase a começar a tolerar aquela gentalha, eles encarregam-se de deitar por terra os meus esforços.

Admito que o problema seja meu. Ou do meu mau feitio. Se calhar – só para mencionar os exemplos mais recentes – preferir, como está a fazer a geringonça, que venham para cá migrantes pobres em vez de reformados estrangeiros abastados até será uma coisa boa. Eu, assim de repente, é que não estou a ver a vantagem. Mas, lá está, devo ter de me esforçar mais para apanhar o alcance da tramoia.

Depois os aumentos da reformas para o próximo ano. De certeza que aumentar as pensões de milhares de euros e manter congelados os vencimentos de seiscentos euros deve ser uma medida da mais elementar justiça social. Mas, lá está outra vez a minha ignorância, a mim parece-me uma tremenda injustiça que se faz a quem trabalha. Até porque terá de bulir muitos mais anos para, com sorte, ficar com metade da reforma daqueles que agora vão ser aumentados.

Por fim as mexidas no IRS. Ao que se sabe estará a ser estudada uma formula que impeça quem ganha mais de treze mil euros brutos anuais de beneficiar do alivio fiscal que andam por aí a prometer. Ou seja, para os alienados que mandam nisto tudo quem ganha novecentos e poucos euros brutos por mês é rico. O que, diga-se, me deixa ainda mais preocupado. Nomeadamente quando é sobejamente conhecida a determinação desta pandilha em tornar cada vez mais baixo o limiar de riqueza.

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