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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Coerência revolucionária

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.18

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A Nicarágua é a nova paixão dos profissionais da solidariedade. Garante essa malta que a culpa é, outra vez e sempre, dos americanos. Esses patifes imperialistas. De império, porque se fosse de imperial os solidários eram todos pró-América.

Se bem entendi, naquele país centro-americano anda tudo à “porra e à massa” por causa de uma ideia maluca que envolvia aumentar a contribuição para a segurança social lá só sitio. Coisa que não agradou ao pessoal, está bem de ver. Para a esquerda portuguesa, a julgar pelas reações inflamadas de apoio ao governo local, era uma medida genial e, sobretudo, necessária para assegurar o bem-estar do povo.

Foi mais ou menos a mesma coisa que o Parvus Coelho tentou fazer por cá. Esse malandro que só queria o mal do povo. De tal maneira que os portugueses encheram ruas e praças, de norte a sul, em manifestações contra tamanha atrocidade. Com esta mesma gente à cabeça dos protestos. Ou seja, para estes pacóvios o lema parece ser ser: “Completamente de acordo e simultaneamente de opinião contrária”. Depende de quem tem a ideia. Eh, pá, não desistam nunca. Vocês divertem-nos.

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Que façam um longo caminho até ao socialismo...e não voltem!

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.15

Começo a ficar sem paciência para a cambada de comentadores da treta que pululam pelas televisões e para as conversas acerca de quem deve ou não governar. Menos ainda para os exercícios parvos, geralmente reveladores de elevado grau de demência, dos que procuram demonstrar que quem perdeu as eleições, afinal, as ganhou. Vão todos bardamerda. Decidam-se mazé a formar governo e a dar um rumo a isto. Num país a sério vinte e quatro ou quarenta e oito horas após as eleições os governos estão em funções. A bem dizer nem só nos países a sério é assim. Até naqueles onde a bandalheira é apenas relativa estas coisas são feitas mais depressa.

Já estou por tudo. Só para deixar de os ouvir. Constituam lá o vosso governo socialista-comuno-bloquista. Só espero que não me decepcionem. Comecem a tratar da reforma agrária nos campos do sul, a construir o TVG, o novo aeroporto de Lisboa, a terceira ponte sobre o Tejo e a dividir o país em regiões administrativas. E, já agora, não se esqueçam de regulamentar o trabalho sexual e enquadrar os respectivos profissionais num quadro legal que os proteja na sua actividade. E, também, os faça pagar impostos. Ah, e comecem a caminhar para o socialismo. Sem parar, de preferência. Ou, se pararem que seja quando estejam bem longe...

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