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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E os outros, pá?

por Kruzes Kanhoto, em 21.06.18

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Nem sei como é que nenhuma daquelas associações parvas que vivem à custa do dinheiro do contribuinte e que apenas servem para aborrecer as pessoas, ainda não se pronunciou acerca desta frase promocional de uma conhecida cadeia de supermercados. Mas não deve tardar. Não é coisa para escapar à policia do politicamente correcto. Logo essa cambada que detecta ofensas a tudo e a todos em qualquer lado.

Por mim prefiro o tinto. Alentejano. Mesmo que a comezaina inclua deglutir uma ave.

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A caixa prioritária

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.15

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Quando tirei a carta de condução ensinaram-me que a regra da prioridade era isso mesmo, uma regra. Nunca devia ser confundida com um direito absoluto. Ou, aplicada aos tempos actuais, como um direito adquirido.

O mesmo, achava eu, seria aplicável noutras circunstâncias que não o trânsito automóvel. Como naquelas caixas prioritárias dos supermercados, por exemplo. Mas não. Ao que tenho visto, enquanto observador atento destes fenómenos, ali a prioridade é um direito inalienável exercido à custa de empurrões e sem uma palavra – nem sequer um simples “destó” - aos restantes consumidores da fila. Uma ultrapassagem forçada e está o caso arrumado.

Não contesto a priorização de grávidas, portadoras de crianças de colo ou de pessoas com maleitas diversas. Era o que mais faltava. A hierarquização da prioridade é que se me afigura demasiado complexa para deixar ao simples bom-senso da populaça. Deve a grávida de seis meses, apesar de saudável, passar à frente da de dois meses com uma gravidez de risco? A mamã com um rebento de três semanas dentro daquela coisa de transportar bebés deve ser preterida em detrimento de outra com um pirralho de cinco anos ao colo? E o gajo, que até podia ser eu, com uma unha encravada a tentar equilibrar-se apenas numa perna deve aguardar que toda esta malta seja atendida? Questões inquietantes, de facto. E que de vez em quando, tal como acontece no trânsito, dão em “desinquieta”.

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