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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Armado em descentralizador

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.18

Não gosto de armas. Nem mesmo das brancas, que eu não sou racista sequer ao nível do armamento. Mas estranho que exista tanta gente a culpar a livre venda de armas pelos massacres que ciclicamente se repetem nos States. Quase tanta, diria, como aqueles que garantem, sempre que acontecem ataques de cães de raça perigosa, que perigosos não são os cães mas sim os donos. Então – e reiterando o meu ódio a todo o tipo de armas – não se pode aqui aplicar o mesmo principio e estabelecer que perigosas não são as armas mas sim quem as possui? Seria, se calhar, uma questão de idoneidade intelectual, coerência ou algo assim.

Por falar nisso da idoneidade intelectual e afins. Não me pareceu que o discurso do novo líder do PSD tivesse sido um exemplo dessas coisas. Nomeadamente quando, referindo-se à necessidade de descentralizar serviços, citou o Tribunal Constitucional ou a Provedoria de Justiça como exemplos de instituições que podiam funcionar em Coimbra. Percebe-se, em parte, dada a existência da Universidade e isso. Mas, a sério, descentralizar é mudar serviços de Lisboa para o Porto, Coimbra ou Braga? Era capaz de ser um pouco mais eficaz, no âmbito do investimento no interior, anunciar a mudança da ASAE ou da AICEP para Estremoz.

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Se fosse uma "Rural Beach" não interessava nada...

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.17

Não conheço a tal “Urban Beach”, ou lá o que é. Nunca, até ontem, tinha sequer ouvido falar em tal espaço de diversão e, por isso e por jamais lá ter posto a sola dos sapatos, até admito que aquilo possa ser um antro de má vida, frequentado por criaturas da melhor estirpe guardado por gente do piorio. Concedo, também, que um governo mantido no poleiro por partidos que têm por referência ditadores malucos possa, só porque sim e à margem de qualquer decisão judicial, encerrar um negócio privado. Hoje uma discoteca, amanhã um supermercado, no outro dia, quiçá, uma televisão. Não seriam os primeiros. Pouco me surpreende, portanto. O que me espanta é a passividade com que isto se aceita. Até parece uma coisa normal. E, se calhar, é mesmo. Deve ser aquilo de uma mão lavar a outra.

Provavelmente devo ter sido só eu a reparar mas, desde que surgiram as noticias das agressões na tal discoteca lisboeta, deixou-se de falar na tentativa de assassinato levada a cabo em Coimbra por dois indivíduos, ao que se noticia, de etnia cigana. Das duas uma. Ou os agredidos de Lisboa são mais importantes, ou os agressores da capital são mais sacanas que os da cidade do Mondego. Ou, terceira hipótese que não invalida nenhuma das outras, há por aí um comité de propaganda que sabe muito bem que noticias devem ser dadas ao pagode...

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