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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E a patada ecológica?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.09.19

Os apanhados do clima escolheram as vacas como um dos seus principais alvos a abater. Não se cansam de marrar com as coitadas. Excepto, claro, as da Índia. Essas não padecem de flatulência. São umas vaquinhas ecológicas e amigas do ambiente, as fofinhas.

Quem, segundo um estudo de uma universidade da Califórnia vá lá saber-se porquê pouco divulgado, também deixa uma enorme pegada ecológica são os cães e os gatos. Produzir ração para alimentar tanto bichano e tanto canito emite uma quantidade absolutamente parva de gases com efeito de estufa. Sendo que, ao contrário das vacas, esta bicharada na sua imensa maioria não serve para nada. A não ser para alimentar o ego de gente solitária, urbano-depressiva ou simplesmente idiota. E também, convém não esquecer, alimentar negócios de muitos milhões. Embora, disso, os ambientalistas de pacotilha que agora andam preocupados com o planeta prefiram não falar. Vão ver, quando toca a cães e gatos, o capitalismo sempre é um bocadinho verde.

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Apanhados do clima!

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.19

A comunicação social e os seus escribas avençados lamentam a fraca adesão dos portugueses, nomeadamente dos estudantes, às acções de luta, protesto ou seja lá o que for, contra as alterações climáticas. Diz que nem cinquenta chegavam a ser. Mas, justificam, a culpa foi do tempo. Faz sentido. É, de facto, uma justificação bem esgalhada.

Mas para a próxima é que é, asseguram. Se o tempo ajudar, digo eu. Ou seja, se as alterações climáticas aparecerem, ao contrário de hoje, que o clima resolveu voltar a ser o sempre foi. A coisa mete uma espécie de greve global e tudo. A uma sexta-feira. Sabe-a toda, esta malta.

Presumo que as vacas constituirão, para os promotores do evento, um alvo a abater. Tal como, ao que sugere um dos grupelhos que se associa à iniciativa, o fim da importação de combustíveis fósseis. Com ideias destas como é que querem que estejam mais de cinquenta alminhas nas manifestações?

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"Deslarguem" o meu bife!

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.19

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Cada um é tão parvo quanto muito bem quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. Nem, tão pouco, com as parvoíces que cada qual entende dizer, fazer ou, simplesmente, pensar. Desde que, obviamente, não as imponha aos demais. Chama-se a isso liberdade, ou lá o que é.

Mas isso era dantes. A liberdade individual é um conceito ultrapassado que, actualmente, apenas se aplica às causas valorizáveis, definidas como tal pelos novos guardiões da nova moral e dos novos costumes. Gente inteligente, bem pensante, urbana e que sabe o que é bom para o mundo em geral e todos em particular. Malta de esquerda, em suma.

A causa valorizável do momento é o ambiente. Ou, desconfio, a alimentação. Um grupo ridiculamente pequeno de gente ridícula, pretende impor a toda a sociedade os seus pontos de vista acerca daquilo que devemos ou não comer. Em nome, querem que acreditemos, do ambiente.

Aborrecem-me estes maníacos. Se querem tanto preservar os recursos do planeta arranjem uma gruta e mudem-se para lá. Deixem o conforto dos vossos lares, não façam outro tipo de deslocações ou viagens que não a pé, encontrem um buraco qualquer no meio do mato e vivam de forma sustentável daquilo que a tal mãe natureza lhes oferecer. Se as vossas teorias estiverem certas seremos todos muito mais felizes. Principalmente nós.

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"Deslarguem" o meu bife!

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.19

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Uns quantos jovencitos, convencidos da sua sapiência, garantem que temos de mudar de hábitos por causa do clima, do planeta e, até, da nossa sobrevivência enquanto espécie. Nomeadamente alterar os hábitos alimentares, alegam. Isto porque, dizem, a criação de gado constitui uma enorme fonte de poluição, ou lá o que é, pelo que, sugerem uns iluminados, o melhor é reduzir a coisa ao mínimo ou, assim que possível, extinguir a actividade. Embora, para já, a sugestão fique pelo aumento do preço. Que assim só os ricos é que a comem e os pobres vão-se desabituando.

O que também contribui – e muito – para o drama ambiental que alegadamente vivemos é o turismo. As viagens de avião baratas fazem com que mais gente viaje por esse mundo fora e isso está a causar um efeito devastador em inúmeros locais. Não falta quem, farto de tantos turistas, equacione impor restrições no acesso a monumentos e, até mesmo, a cidades ou regiões. Mas, assim que me lembre, não dei por a gaiatagem ter incluído nas suas reivindicações uma medida qualquer que limite estas passeatas.

É por estas e por outras que não consigo levar esta gente a sério. Acho-os desprezíveis, mesmo. Se a alimentação humana consome uma quantidade assinalável de recursos, a deslocação de pessoas – seja qual for o meio de transporte – não consome menos. Não podemos é exigir que se limite ou proíba apenas aquilo de que não gostamos, como fazem os alegados “activistas” do clima. Poder, podemos. Mas é parvoíce e não merece credibilidade.

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Greve climática

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.19

Greves há muitas. Umas mais valorizáveis, outras menos, dependendo se o sindicato ou a causa estão ou não nas boas graças da esquerda. Que é, como se sabe, quem tem legitimidade moral para decretar se uma paralisação laboral constitui, ou não, uma legitima forma de luta ou, pelo contrário, não passa de uma misera provocação patrocinada pelo grande capital.

Parece que lá para o fim de Setembro vamos ter mais uma greve. Geral, desta vez. Por causa do clima, ou lá o que é que anda agora a preocupar alguns jovens. Poucos, desconfio, a julgar pelos hábitos de consumo e a ausência, pelo menos em público, de comportamentos que indiciem preocupações ambientais.

Presumo que essa vai ser uma das greves mais valorizáveis do ano. Talvez consiga, até, a maior adesão de sempre. Nomeadamente entre aquela malta das cidades. Que é onde está aquele pagode que sabe o que é bom para o planeta, o ambiente em geral e o mundo em particular. Propaganda na comunicação social de certo não lhe faltará e finórios a apelar à mobilização das massas também não. Um assunto a acompanhar com toda a atenção que o acontecimento merece, portanto. E todo o desinteresse, também. Eu, se puder, irei trabalhar.

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Ambientalistas...mas com vista para o mar!

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.19

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Se toda a gente garante – desde sábios reconhecidos a idiotas com vontade de serem conhecidos – que as alterações climáticas são culpa da humanidade e que constituem uma ameaça ao nosso futuro, não serei eu, pobre ignorante, a duvidar de tão evidente evidência. Até porque, garante também um rol imenso de gente entendida no assunto, Portugal será dos países mais afectados. Nomeadamente por causa da subida do nível do mar. Dizem os especialistas especializados nesta especialidade que vai subir como o caraças. Uma chatice. Ou não, pois vendo a coisa pelo lado positivo, passamos a ter a praia mais perto.

O que me deixa desconfiado nisto do clima, mais do que a sua mudança, são os gajos que andam por aí a reclamar por alteração de comportamentos de forma a minimizar os estragos que temos feito ao ambiente. É que, não sei se já alguém reparou nisso, mas os grandes investimentos públicos – e privados, também – são todos no litoral. Mesmo junto à costa, em muitas circunstâncias. E, vejam lá o meu espanto, ninguém reclama nem rasga as vestes contra eles. Ou, no mínimo, exige a sua localização no interior. Assim de repente e já meio enervado, recordo-me da Fundação Champaulimaud, daquele museu da EDP ou, agora, do novo aeroporto. Tudo para ficar submerso, se as previsões se concretizarem. Nada que incomode ambientalistas e outros sábios. Vá lá saber-se porquê. Ou, se calhar, até sabemos.

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Apanhados do clima (II)

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.19

 

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Uma campanha publicitária actualmente em curso questiona-nos se podemos mudar o mundo sentados no sofá. Uma questão pertinente, essa. Mas, tal como os criativos que a engendraram, também acho que se pode contribuir para isso mesmo sem sair de casa. Pode-se até, disso tenho a certeza, fazer muito mais do que aqueles profissionais do protesto - há quem lhes chame activistas - que passam a vida em manifestações patéticas.

Como aquela de Londres, por exemplo, onde uns quantos apanhados do clima estão acampados em protesto, dizem, contra as alterações climáticas e a falta de medidas para as combater. Calculo que tenham muitas ideias e que, individualmente ou em conjunto, se fartem de contribuir para um planeta mais saudável. Embora, assim de repente, não pareça nada. Deixando de lado certas práticas que, desconfio, a maioria daquela malta não prescinde, basta olhar para os cabelos pintados em cores sortidas, que quase todas as manifestantes exibem, para se perceber quanto estão preocupados e o que contribuem para a preservação do ambiente. Ou vão alegar que a tinta para tingir o cabelo não polui nadinha?!

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Apanhados do clima

por Kruzes Kanhoto, em 16.03.19

Uns quantos gaiatos resolveram fazer gazeta às aulas por, alegadamente, estarem muito preocupados com as alterações climáticas. Compreendo-os. Também me dava jeito uma alteração do clima. Que chovesse, nomeadamente. Que isto o quintal está todo seco e as culturas em risco de murchar. Mas, sim, fazem bem em abraçar esta causa. E outras, que as causas são cenas bué carentes que gostam de ser abraçadas. Eu próprio, nos meus tempos de estudante, abracei também umas quantas.

Para além da comunicação social, que se babou com o tema, a iniciativa mereceu uma estranha simpatia da intelectualidade em geral e da classe política em particular. Vá lá saber-se porquê. É que, daquele espalhafato todo, não saiu uma proposta concreta para melhorar o estado das coisas contra as quais se manifestaram. Não se me consta que tenham exigido que os papás deixassem de os transportar até à porta das respectivas escolas. Não me recordo de ter ouvido a reivindicação do direito a usar a roupa que deixou de servir ao irmão ou primo mais velho. Nem, tão-pouco, propostas para boicotar os restaurantes de fast-food que, desconfio, devem poluir como o caraças. Ou, numa de grande malucos, tentarem convencer os progenitores a mudarem-se com a família para o campo, onde a vida é muito mais saudável e de acordo com os padrões de sustentabilidade que garantem ser necessários praticar.

Mas isto sou só eu a dizer. Um gajo que para além de andar a pé, fazer de tudo para reduzir a factura energética e não comer “comida de plástico”, se está nas tintas para essas macacadas das alterações climáticas.

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Anormalidades

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.18

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Uns quantos ramos de árvore caídos, ruas com um palmo de água e um ou outro telhado que vem abaixo por causa dos alegados temporais não constituem – excepto, obviamente, se envolveram a perda de vidas humanas – qualquer espécie de drama. É normal. Devia ser o pão nosso de cada Inverno. Drama, tragédia, horror e toda a categoria de cataclismos que quisermos é regatos como este, que há cinquenta anos corriam durante seis meses, não correrem agora mais do que seis dias. Se calhar, digo eu, é capaz de ser mais anormal do que as ondas galgarem a marginal quando uma qualquer tempestade coincide com a subida da maré...

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