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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Uma sombra só para mim

Kruzes Kanhoto, 05.08.22

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Com a canícula a teimar em não dar tréguas, vale tudo para conseguir um lugar à sombra. Nomeadamente se estivermos num parque de estacionamento, o sol estiver a pino, a temperatura andar pelos quarenta graus e estivermos no Alentejo que, como diz a canção, não tem sombra a não ser a que vem do céu.

Não, não vou implicar com a criatura que deixou o carro estacionado em posição contrária ao que indicam as marcas. Prefiro fazê-lo com todos aqueles que ao longo dos tempos – desde que me lembro, mas já antes devia ser a mesma coisa – têm optado por não plantar árvores na cidade. Nesta e em quase todas as outras do Alentejo. E nem venham, como já ouvi argumentar, com a falta de água. As árvores ao fundo da minha rua só são “regadas” quando chove e continuam verdes e frondosas.

Não tenho os autarcas alentejanos na conta de incompetentes. São mas é uns malandrecos – um ou outro será, quando muito, um malandro, mas isso é outra história – que preferem manter o Alentejo apenas com as sombras que vêm do céu, para que as “Marias” desta vida se cheguem para a sombra do respectivo chapéu...