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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Em nome da estabilidade emocional, do bónus e da falta de vergonha...

Kruzes Kanhoto, 26.12.19

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Manter o dinheiro longe do sistema bancário constitui, nos tempos que vivemos, um sinal de inteligência. Não que debaixo do colchão, enterrado no quintal ou no fundo falso do balde dos papéis da casa de banho esteja mais seguro. Nada disso. Eu, se fosse um perigoso meliante – ou apenas relativamente ameaçador - seria dos primeiros locais onde ia procurar. Gente com mais estabilidade emocional tem, ao que se ouve nas noticias, outras alternativas.

Não sei em que categoria devo colocar os gajos dos bancos. Se entre os perigosos ou entre os ameaçadores. Deixar o pecúlio à mercê de quem se propõe retirar ao dito mais de cinco euros todos os meses parece-me um perigo. E, também, uma séria ameaça às minhas parcas economias. Do que tenho a certeza é que não as vou deixar entregues a quem, pelos vistos, levou a conversa da esganiçada demasiado à letra e perdeu a vergonha de ir buscar dinheiro a quem o tem. Ainda que pouco.

A Caixa Geral de Depósitos anunciou um significativo aumento, para o próximo ano, das comissões bancárias. Uma conta à ordem vai ficar pela hora da morte. Por mim é um ponto final numa relação com cerca de quarenta anos. Por enquanto – se calhar não por muito tempo – ainda vivemos numa economia de mercado e, adaptando um dito da minha avó aos dias de hoje, quem menos me rouba mais meu amigo é.

Comissões manhosas não interessam a ninguém!

Kruzes Kanhoto, 21.07.16

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A geringonça tem rejeitado todas as propostas de constituição de uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Eles lá sabem porquê. Deve ser uma coisa de somenos, aquilo. Importante, mas mesmo verdadeiramente importante para os portugueses – determinante, diria - é a história da guerra no Iraque. Isso sim. Eu falo por mim, que nem durmo, de tão atormentado que ando desde então, por não saber qual foi o papel do Barroso, do Sampaio, do Portas e de outros figurões no despoletar dessa guerra. Ainda bem que os geringonços vão chamar essa malta toda ao parlamento para que eles nos esclareçam. Caixa Geral de Depósitos? Quero lá saber! Ainda se fosse um banco privado, ou assim… Contem-me lá disso do Iraque, mas é.

Exactamente igual e simultaneamente completamente diferente

Kruzes Kanhoto, 23.06.16

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De tão entretidos que andamos com a selecção do Ronaldo, nem reparamos que os nossos bolsos continuam a ser atacados. Exactamente como eram antes. No tempo da malvada coligação de direita. Só que agora ninguém se importa. A finalidade, por acaso, até continua a ser a mesma. A tal que, anteriormente, toda a gente criticava. Salvar bancos. E investimentos ruinosos, também. Daqueles em que o lucro foi privado e o prejuízo é assumido pelo Estado. Mas isso foi noutros tempos. Hoje vamos todos, felizes e contentes, salvar a Caixa Geral de Depósitos e os “lesados” do BES. Não faz mal. Não nos importamos. Nós só não gostamos é de apoiar o grande capital. Nem os especuladores oportunistas. Ainda bem que não é o caso.