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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Os labregos levaram o cão ao cinema.

Kruzes Kanhoto, 31.03.19

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Levar cães ao cinema é uma ideia parva. Tal como querer meter um cavalo dentro de um palácio nacional. No segundo caso alguém teve o bom senso de não permitir tal desmando e, quase todos, aplaudiram a proibição. Mas, desconfio, apenas por contrariar as pretensões de uma gaja ricaça. Já aquilo do cinema foi mostrado como algo positivo, interessante e valorizável. Deve ser por, neste caso, se tratar de uns quantos miseráveis engravatados e urbano-depressivos armados ao pingarelho.

Cinema para cães não é propriamente uma novidade. Lá por fora já outros labregos, de outras capitais, o fizeram. Não admira que os nossos labregos, da nossa capital, também o façam. Inquietante é o silêncio dos gajos da defesa dos animais, do racismo e das causas parvas em geral. Ainda nenhum se manifestou contra este acto especista e claramente discriminatório, em beneficio dos cães e em desfavor das outras espécies. Dos cavalos, nomeadamente.

E que tal arranjar um Nenuco?

Kruzes Kanhoto, 19.08.18

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Não sei o que fazem hoje aos bichos mas desconfio que não é coisa boa. Algo parecido com maus tratos, de certeza. Sim, que isto não é da natureza de um cão estar nestas poses. Qualquer pessoa que ande cá pelo planeta há já umas quantas décadas e tenha convivido com animais para além das quatro paredes de um apartamento, sabe disso. Teria muita piada se eu, quando tinha cães, tentasse estar sentado calmamente numa esplanada com um dos meus “Benficas” ao colo. Devia ser uma coisa engraçada de se ver. Apesar de todos serem dóceis e obedientes jamais aguentariam estar assim mais do que um ou dois minutos. E estes só estão porque das duas uma. Ou estão drogados ou porque andam há anos a treiná-los para terem um comportamento que os afasta da sua condição de animais e os transforma em objectos para deleite humano.


Piscinas para cães

Kruzes Kanhoto, 14.06.18

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Praias para cães são já umas quantas. Mas, com tanto pulguento por aí, ainda serão poucas. Diz que este ano abrirão mais umas tantas, que isto os autarcas estão ansiosos por agradar aquela franja de eleitores que não dispensa a companhia do seu patudinho mai’lindo nem mesmo quando vai a banhos. Uma javardice, é o que é. Mas, pronto, isso é lá com eles.

Por cá ainda não se lembraram de criar piscinas onde o anjinho de quatro patas se possa banhar mais o seu tutor. Que agora, diz, é assim que se chama a quem tem um animal. Deve estar para breve, isso das piscinas. Sim que a ausência deste tipo de equipamento, nomeadamente no interior, constitui uma lamentável lacuna. Para a qual, convenhamos, qualquer autarca minimamente sensível à problemática já devia ter encontrado uma solucionática. Pois. Que isto os bichos e as bichas de cá não são menos que os do lá.

Novos malucos geram novos negócios

Kruzes Kanhoto, 29.04.18

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Adoro animais. No prato, nomeadamente. Quase todos, diga-se. Praticamente só me falta experimentar cão – fica para quando for à China – porque gato, desconfio, já comi disfarçado de coelho. Mas, garanto, pouca diferença me faz que os adoradores desta nova religião que tem os bichos como deuses esturrem o seu dinheiro a estragar as divindades com mimos. Arranjem “dog sitter’s” quando não tiverem com quem os deixar, façam-lhes um lindo enterro quando esticarem o pernil ou comprem comida gourmet para os alimentar. Tudo isso é bom para a economia. Gera emprego, receita fiscal e, reconheço, todos ficamos a ganhar. Façam o que quiserem. Podiam era também apanhar a merda que eles largam nas ruas e, sobretudo, respeitar o espaço de quem não está para os aturar. Mas isso, se calhar, já será pedir demais a quem se acha muito evoluído pelo estatuto que atribui aos animais mas, em contrapartida, não respeita os seus semelhantes.

 

Enrolem-se à vontade...mas não aborreçam os outros!

Kruzes Kanhoto, 16.03.18

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Não sendo utilizador de transportes colectivos, desconhecia que é possível pessoas e animais viajarem juntos. Cuidava eu que tal misturada era coisa de comédia cinematográfica a parodiar aqueles países atrasados onde galinhas, porcos e pessoas viajam todos todos em alegre promiscuidade. Mas diz que não. Parece que, também por cá, pode ir tudo no mesmo espaço. Seja comboio, autocarro ou avião. Desde que, parece, o bicho vá devidamente acondicionado numa maleta colocada debaixo do banco onde se senta o dono. Como se o animal que viaje nessas condições não mije, cague ou faça barulho. Que incomode, em suma.

Isto a propósito daquela noticia da morte de uma canito que não foi autorizado a viajar de avião junto do dono. A Internet, como seria de esperar, indignou-se. Por mim a companhia de aviação fez muitíssimo bem. O passageiro do lado não tem nada de aturar a presença de um bicho.

Deve ser, presumo, um sinal dos tempos. Ou não, porque gente esquisita sempre houve. A diferença é que antes não nos aborreciam com as suas esquisitices e agora somos nós que somos considerados esquisitos se nos aborrecermos com as suas manias. Por mim, insisto, desde que não chateiem os demais façam o que quiserem com a bicharada. Até coisar e isso, como alguns e algumas já fazem com os de maior porte.

Liberdade de expressão, de pensamento e essas coisas...Será que esta gente percebe o conceito?

Kruzes Kanhoto, 15.02.18

Escrever acerca da paranóia colectiva que se vive em relação aos animais constitui, quase sempre, sinónimo de gente indignada e a esforçar-se para me ofender. Ou ameaçar. Coitados. São ridículos. Mas gosto deles assim.

Foi o caso deste post que, após partilha no Facebook, suscitou a ira da candidata do PAN à Assembleia Municipal de Évora, mestre em sociologia e gestora de clínica veterinária de profissão. Faz juízos de valor, tira ilações sabe-se lá de onde e, sobretudo, manifesta uma indisfarçável intolerância a opiniões diferentes da sua. Só qualidades, portanto. Se é esta a geração melhor preparada de sempre e a gente nova que está a chegar à política, então, eu vou ali e já venho. Devia ser bonito, isto, com gentinha desta a mandar...

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E no parlamento, também podem entrar?

Kruzes Kanhoto, 09.02.18

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E pronto, para gáudio de uns quantos palermas está aprovada aquela lei que dá mais um passo no caminho da igualização de pessoas e animais. Já falta pouco para que eu e este canito, que todos os dias se esforça por me cumprimentar, possamos beberricar um cafezinho juntos num tasco que permita a entrada do bicho.

Presumo que, após esta conquista, os maluquinhos da bicharada apareçam com outra reivindicação qualquer no âmbito desta paranoica tentativa de humanizar os animais. Ou, se calhar será mais apropriado dizer, de animalizar os humanos. Permitir aos cães banharem-se nas piscinas publicas ou admitir a sua entrada em hospitais para visitar os donos devem ser, desconfio, as próximas causas desses doidos varridos.

Os nossos impostos são o brinquedo dos autarcas...

Kruzes Kanhoto, 21.01.18

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Não terei muito a ver como noutros concelhos do país se esturram os impostos dos respectivos munícipes. Podem até, admito, gostar da maneira como os seus representantes autárquicos o fazem. A mim, obviamente, preocupa-me mais como os meus são gastos. Mas, aprecie ou não a forma como levam sumiço, não posso deixar de manifestar a minha satisfação por quem os gasta ainda não se ter lembrado fazer “equipamentos” deste género. Um parque canino!!! Tá – para usar o português de primeiro ministro – tudo maluco. Depois há quem se ria e ache ridícula a sugestão de construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas…

Isto, a bem dizer, é o mundo ao contrário. Quando devia ser a posse de cães a financiar o sistema de impostos, é exactamente o inverso que é feito. Vamos longe assim, vamos.

Azar é ter políticos que não cumprem...

Kruzes Kanhoto, 16.01.18

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Quando vi a noticia que a Câmara de Vila Viçosa teria, a partir do próximo dia um de Fevereiro, tolerância zero em relação aos cocós dos cães pensei para com os meus fechos de correr que, finalmente, alguém estaria disposto a justificar o ordenado que os contribuintes lhe pagam para manter o espaço comum relativamente limpo. Pelo menos no que a merda de cão diz respeito. Afinal, compulsada a noticia, o titulo revela-se manifestamente exagerado. Trata-se, apenas e só, da entrada em vigor de umas quantas alterações ao regulamento municipal de resíduos urbanos, limpeza e higiene urbana, daquela localidade vizinha. Ou seja, lá como cá e pelo caminho, continuará tudo na mesma.

Pouco, nada mesmo, adianta que a coima prevista para quem não recolha os dejectos do bicho seja, no caso do município calipolense, no valor mínimo de duzentos e cinquenta euros. Ninguém será autuado nem, muito menos ainda, pagará a respectiva coima. Era o que mais faltava incomodar o cidadão eleitor, visitante, turista ou investidor com assuntos de caca. Mas, como sempre digo, quem não tem cão também vota. E quem pisa merda também.

Para quando um imposto canino?

Kruzes Kanhoto, 14.01.18

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Volto hoje ao tema que popularizou este blogue. Popularizou é, obviamente, uma força de expressão. Digamos antes que o tornou um bocadinho menos desconhecido. Embora, sem falsas modestias, reconheça que a data altura – graças a umas quantas citações em determinados locais e coiso – o Kruzes se tenha tornado uma referência incontornável no âmbito da merda de cão.

Se assim o quisesse podia todos dias publicar um post acerca do assunto. Motivos não faltam. Como esta bosta, ainda fresquinha, com que me cruzei logo pela manhã. Provavelmente é resultado de algum javardo ter sido obrigado a madrugar por força dos hábitos intestinais do canito. Nem vou reclamar de o dito cujo não ter procedido à recolha do “presente”. Ninguém o faz. Questiono-me antes acerca da moralidade de quem legisla em matéria fiscal e de quem, no terreno, aplica a mais que permissiva legislação existente.

Se olharmos para as facturas da água ou da luz que todos os meses nos chegam a casa constatamos que pagamos um infindável rol de taxas e taxinhas. Todas, se nos dermos ao trabalho de pesquisar a sua finalidade, alegadamente relacionadas com o ambiente. Mas a água e a electricidade são bens essenciais. Um cão não é. Em meio urbano é apenas um apetrecho de luxo. Ou de vaidade. Que, na maior parte das circunstâncias, polui e incomoda os outros. Daí que me seja difícil entender a razão porque não é devidamente taxado como tal.