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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Posso andar vestido assim por aí?

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.18

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De cada vez que um país ocidental decide proibir o uso em espaço público da burka – ou outra fatiota qualquer com a finalidade de encobrir as fuças das mulheres muçulmanas – reacende-se a discussão em torno da liberdade individual e, por consequência, do direito a cada um – ou uma, no caso – vestir o que lhe dê na real gana.

Os argumentos em defesa do direito às criaturas envergarem aquela vestimenta são hilariantes. Todos eles. O melhor é o daqueles que garantem que assim, com aquelas fatiotas tipo saco do lixo, as mulheres se sentem mais integradas. Pois, deve ser deve. Uma gaja – ou mesmo duas, vá – assim ornamentadas, no meio de dezenas ou centenas de outras vestidas normalmente, deve mesmo sentir-se integrada. Ó se deve.

Ainda bem que por cá, pelo menos para já, a questão não se coloca. Mas a acontecer durante o meu tempo de vida activa, se tal paramenta for permitida, garanto que vou usá-la no meu local de trabalho. Só para testar essa cena da integração, da tolerância e da liberdade. Sempre quero ver como reagem os defensores dessas coisas quando lhes aparecer pela frente armado em “Mancha Negra”!

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Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.17

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Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.

Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…

Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.

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E uma manifestação contra a burka? Ou uma carta, vá...

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.17

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Como sempre acontece de cada vez que é anunciada, num país ocidental, a proibição do uso de burka – ou outro adereço ridículo qualquer que apenas deixe os olhos de fora às mulheres que o vistam – levantam-se umas quantas vozes ofendidas com a falta de respeito pelas tradições das criaturas. Não percebo a condescendência. Nomeadamente quando não é reciproca.

Compreende-se que os imigrantes oriundos desses países forcem as respectivas esposas a usar aquele traje repugnante. Ou, pelo menos, que não as incentivem a deixar de usá-lo. Isto porque, ao que é confessado pela esmagadora maioria dos invasores que demandam a Europa, as mulheres são um dos principais motivos porque vêm para cá. Ora, sabendo das intenções dos seu patrícios, é natural que queiram esconder as deles.

Apesar disso é intolerável que gente disfarçada de sacos de batatas circule nas nossas cidades. Nisto faço minhas as palavras do xeique Munir, chefe dos muçulmanos portugueses, relativamente aos seus irmãos de fé que habitam na Europa. Se não gostam vão-se embora.

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Burka tecnologica

por Kruzes Kanhoto, em 19.09.16

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A caixa acidentada aparenta estar melhorzinha. Embora, pelas razões expostas, isso não seja confirmável à primeira vista. Trataram de a tapar com uma fatiota em segunda mão. Coitada. Ficou a parecer uma muçulmana daquelas que não se sabe o que está por baixo da farpela.

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