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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Brexit?! Já vão tarde...

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.16

Por estes dias tem dado que falar uma reportagem da TVI acerca do procedimento dos serviços sociais britânicos em relação às crianças filhas de imigrantes. Parece, a fazer fé no que foi amplamente relatado, que estaremos perante um bando de mal-feitores que roubam criancinhas às mães para, a partir daí, desenvolverem toda uma panóplia de negócios. Não sei se assim é ou não. Sei é que não gosto de britânicos. Mais do que isso, detesto-os. Felizmente os meus contactos com tais criaturas circunscrevem-se ao Algarve em quatro ou cinco ocasiões ao longo do ano. E sobra-me. São mal-educados, não se sabem comportar, não respeitam as regras de hotéis ou espaços públicos e, não fora o dinheiro que cá deixam, fazem cá tanta falta como a fome. Além disso são gordos, branquiosos e as gajas mal jeitosas como o caraças.

Mas voltando à investigação da TVI. A ser verdade apenas metade daquilo que foi dito é, ainda assim, uma vergonha para qualquer Estado de direito minimamente civilizado. Uma coisa própria de um país terceiro-mundista. Faltou, deve-se ter escapado à jornalista, apenas um pequeno pormenor. Será que os diligentes serviços sociais britânicos têm o mesmo procedimento quando se trata de famílias muçulmanas? Não sei porquê desconfio que não...

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Uma chatice essa mania de pôr o povo a decidir...

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.16

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Não percebo a dificuldade evidenciada por todos aqueles que enchem a boca de democracia, vontade popular e sei lá mais o quê em aceitar os resultados do referendo no Reino Unido. Entre o alegado milhão de subscritores de uma alegada petição, que corre lá para a Grã-Bretanha, visando fazer nova consulta para decidir - de novo e desta vez é que vale -  a saída da União Europeia estarão, seguramente, muitos desses alegados democratas. Repetir votações até que estas dêem o resultado pretendido não constitui novidade, mas, bolas, custa assim tanto respeitar o resultado de uma votação?!

Isto da democracia é uma chatice. Principalmente quando a escolha popular não é a que nós gostamos. Ou, como se começa a pressentir por essa Europa fora, o povo se está nas tintas para o politicamente correcto, para a opinião publicada e para as ideias bacocas de alguns génios auto-proclamados. Habituem-se, que é capaz de vir aí mais...

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Não se deve generalizar...excepto quando dá jeito.

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.16

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Uma reputada jornalista portuguesa garantia hoje, a propósito do referendo à permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, que os apoiantes da continuação na UE eram jovens, urbanos, cultos e viajados. Os outros, os que defendem a saída, seriam o contrário. Pessoas com mais de cinquenta anos, rurais e com pouca instrução. Gente que nem com a ajuda da Cofidis lá do sitio teria dado uma voltinha pela estranja, talvez tenha acrescentado.

Oxalá a senhora em causa ainda esteja em condições de fazer reportagens quando igual questão for colocada aos portugueses. Se em terras de sua majestade os euro-cépticos são maioritariamente de direita, por cá é exactamente ao contrário. Daí que vou gostar de a ouvir chamar velhos, campónios, analfabetos – uns verdadeiros labregos, em suma – aos gajos do PCP, do Bloco e da ala mais esquerdista do PS. Receio é que não tenha coragem. Não vá algum deputado a sugerir que seja despedida...

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