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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Desconfio das súbitas valorizações...

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.17

Tenho a maior consideração por aqueles que perdem os seus haveres em consequência da seca, dos incêndios ou de outro cataclismo qualquer. Há no entanto, nisto das calamidades que afectam negócios, algo que escapa à minha compreensão. Nomeadamente quando em causa estão colheitas ou explorações agrícolas. Não consigo deixar de me surpreender com a estranha valorização de animais, árvores ou culturas de qualquer espécie quando dizimados pelo infortúnio. Agora, com a seca mas também antes com os incêndios, por qualquer animal falecido e árvore que tenha secado ou ardido é reclamada uma fortuna quando chega a hora de recorrer ao apoio público. As mesmas árvores ou animais que antes – basta estar atento à actualidade para conhecer a retórica – não rendiam nem para o tabaco. Parecem, assim mal comparado, as acções do BPN. Ou, então, acham que o Estado é uma espécie de Carlos Santos Silva dos agricultores. E se calhar até é e nem a comparação com o banco salvo pelos socialistas será tão despropositada quanto isso. Pelo menos no que diz respeito ao pagante.

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A diferença só está no preço...

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.15

Ao contrário do que está a acontecer com o BPN, foi prometido aos portugueses que não teriam de pagar um único cêntimo com a salvação do BES. Mentira, grita a oposição a uma voz. Vai-nos sair muito caro, garantem. Porque – e este é o melhor argumento que ouvi – se os bancos tiverem de arcar com o prejuízo isso traduzir-se-à em menos lucros e consequentemente pagarão menos impostos. O que, dizem e muito bem, implicará uma perda de receita fiscal e, por consequência, uma perda para os contribuintes.

Por mim não posso estar mais de acordo com este argumento. Dizem, de uma maneira muito clara, aquilo que ando a tentar verbalizar há dezenas de anos. Quando um qualquer patrão – recuso-me a chamar-lhes empresários - usa o dinheiro da empresa para ir às putas isso representa uma diminuição dos lucros e, consequentemente, menos impostos pagos. Ou seja, que tal como os gajos da banca nos está a copular a todos.



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