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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O que é que tem a Caixa que, para a esquerda, é diferente dos outros?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.16

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O buraco na Caixa Geral de Depósitos que os contribuintes terão de tapar será, ao que rezam as crónicas mais pessimistas, superior aos do BNP e do BANIF somados. O que, tratando-se de um banco público, se afigura assaz estranho. Quase uma impossibilidade, diria. Pelo menos a acreditar na retórica esquerdista, que defende a nacionalização do sector bancário por forma a proteger-nos dos desmandos dos banqueiros privados. Vê-se. A julgar pela amostra nem é necessária grande capacidade imaginativa para calcular a tragédia em que estaríamos metidos se toda a banca fosse pública…

Estranho – ou, às tantas, talvez não – é que os Galambas, Jerónimos, Mortáguas e outros arautos da transparência e da honestidade não andem já por aí a malhar nas sucessivas administrações da Caixa. Mais estranho ainda não terem já proposto a constituição de uma comissão de inquérito para apurar a que se deve o descalabro da CGD. Terão, se calhar, medo das conclusões. Ou, então, já “concluíram” tudo. À excepção de uns quantos patetas, encandeados com o brilhantismo intelectual auto proclamado da esquerda, toda a gente percebe o que aconteceu. E também percebe que a esquerda não queira que se saiba.

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Nem a lesar se revelaram competentes...

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.15

O que têm em comum os alegados lesados do BES e do BANIF? Muita coisa, certamente. Permito-me destacar duas. São ignorantes e, quase todos, velhotes. Nenhum de entre eles se coíbe de garantir a sua manifesta ignorância em matéria financeira e o total desconhecimento do risco que corriam as suas poupanças ao subscreverem os produtos que os bancos lhes tentavam impingir. Nem, pelos vistos, lhes terá ocorrido aquela máxima popular que relaciona a esmola avultada com a desconfiança do pobre. Talvez, quem sabe, por não serem desconfiados. Nem pobres. Apenas ignorantes, confessam.

O segundo aspecto em comum entre uns e outros é a idade relativamente avançada de quase todos. Algo que me deixa boquiaberto. É que andei quatro anos a ouvir queixas acerca das atrocidades que o governo estava a cometer contra os idosos, condenando-os à pobreza, à fome, à miséria – às galés, quase – e, vai-se a ver essas tretas, como já se suspeitava, eram manifestamente exageradas. Até nisso, em matéria de lixar o pagode, o governo anterior se revelou incompetente.

Seja como for passaríamos bem sem estes escândalos. Nomeadamente os contribuintes. Os outros, na sua maioria seguramente, foram à ganância. Tanto assim é que, ainda agora, os “depósitos” que os bancos prometem remunerar com juros mais simpáticos continuam a ter uma procura muito significativa. Inclusive pelos reformados. Outra vez...

 

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Olha o Costa preocupado com os fregueses...

por Kruzes Kanhoto, em 25.12.15

Criticar a troika por ter estado mais preocupada com as freguesias do que com a banca fará - toda a gente concordará - algum sentido. Isto dependendo, no entanto, de quem faz a critica. É que se for feita por quem chamou a dita troika e com ela assinou o acordo de todos conhecido, parece-me que é apenas mais uma conversa da treta. Demagogia, ou lá o que se costuma chamar a estas patacoadas. Mais ainda, quando finalmente conseguiu o poder que tanto ambicionava fez o mesmo que os antecessores que tanto criticou. Ou pior. Bastava-lhe ter esperado mais uns dias e o problema seria de outros e não nosso. Mas isso, sou eu a especular, era capaz de não dar jeito à corja do centrão cujos interesses todos temos de pagar.

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O culpado?! Para não variar devo ser eu.

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.15

E pronto lá foi mais um. O BANIF, desta vez. Mas agora vamos apurar os responsáveis por mais este pesadelo financeiro para os contribuintes. Vamos caçar os patifes. Palavra dada que, presumo, seja palavra honrada. Acho muitíssimo bem. Há que levar à justiça quem nos anda a desgraçar. Estes e os outros. Todos. Os responsáveis por três falências das finanças públicas, os que estoiraram os bancos e os que rebentaram com o tecido produtivo do país. Mesmo que quase todos continuem instalados nas cadeiras do poder ou a banquetearem-se à mesa do orçamento. Acho bem mas, pelo sim pelo não, vou esperar sentado.

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