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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sonsos...

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.18

Já me aborrece a conversa sobre os bancos e o quanto a sua salvação nos está a custar. Não há gato nem burro que não tenha uma opinião convincente a este propósito. Contra, quase sempre. Embora, depois da coisa ser um pouco mais espremida, acabem a achar bem que a Caixa Geral de Depósitos tenha sido apoiada. Também o auxilio aos especuladores – ou lesados, como gostam de ser apelidados – do BES não lhes parece despropositado. Até mesmo aquilo do governo insistir na entrada da Santa Casa no capital do Montepio não constitui, na sua sábia opinião, nada de demasiado preocupante. E, se a conversa se prolongar muito, acabam a defender que o anterior governo devia ter ajudado o Salgado e o seu banco.

Por mim estou contra. Contra todo o tipo de injecções de capital por parte do Estado. Na banca ou noutro sitio qualquer. Como, por exemplo, a que foi feita nas autarquias locais e a que deram o sugestivo nome de PAEL. Mil milhões, mais coisa menos coisa. Sem que ninguém se tenha indignado ou pedido explicações aos marmanjos que contribuíram para esse descalabro. Pelo contrário, a maioria até foram reeleitos. Depois andam por aí, a colocar frases feitas nos perfis do FaceCoiso... Tá bem, tá!

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Vendam a outro que não ao mesmo...

por Kruzes Kanhoto, em 24.12.15

Nem sei por que raio anda o governo a moer-nos com essa coisa dos bancos. Não se podia vender tudo ao Jorge Mendes e pronto?! Pronto, não. Nem precisava de ser a pronto. Podia ser em prestações suaves e a perder de vista. E também se fazia uma atençãozinha. Assim tipo leva três e paga um. Sempre era melhor do que pagarmos três e ficarmos sem nenhum.

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A diferença só está no preço...

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.15

Ao contrário do que está a acontecer com o BPN, foi prometido aos portugueses que não teriam de pagar um único cêntimo com a salvação do BES. Mentira, grita a oposição a uma voz. Vai-nos sair muito caro, garantem. Porque – e este é o melhor argumento que ouvi – se os bancos tiverem de arcar com o prejuízo isso traduzir-se-à em menos lucros e consequentemente pagarão menos impostos. O que, dizem e muito bem, implicará uma perda de receita fiscal e, por consequência, uma perda para os contribuintes.

Por mim não posso estar mais de acordo com este argumento. Dizem, de uma maneira muito clara, aquilo que ando a tentar verbalizar há dezenas de anos. Quando um qualquer patrão – recuso-me a chamar-lhes empresários - usa o dinheiro da empresa para ir às putas isso representa uma diminuição dos lucros e, consequentemente, menos impostos pagos. Ou seja, que tal como os gajos da banca nos está a copular a todos.



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