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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E ver se a galinha tem ovo, pode-se?

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.19

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Agora são as corridas de cães. O PAN e o BE querem acabar com as ditas. Proibi-las, que é o que estas duas agremiações de malucos melhor sabem fazer. Presumo que a seguir proíbam as soltas de pombos, as corridas de cavalos ou os pássaros engaiolados. Isso e outras cenas de que aqueles imbecis se hão-de lembrar e que, obviamente, colherão a simpatia de uma horda de parvos em que gente aparentemente com juízo se transformou.

Sorte teve a minha avó, por não ter vivido num tempo em que a anormalidade se tornou norma. Na sua época enfiava o dedo no cu das galinhas para saber se tinham ou não ovo. Isso hoje, provavelmente, seria considerado crime de maus tratos a animais e coisa capaz de a fazer malhar com o coiro na choça. Ou então não. Se calhar ainda seria visto como uma orientação sexual muito respeitável. Dependeria do maluco de serviço na policia do politicamente correcto.

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Pronto, comam só as batatas...

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.19

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Cada um sabe de si e das suas opções. Daí que pouco me importa que haja quem opte por não comer carne. Ou peixe. Ou feijões. Desde que limitem estes ideais às respectivas cozinhas é lá com eles. Por mim podem passar a vida a ingerir vomitado de unicórnio, que é o que menos me apoquenta.

Mas a tolerância não é o forte dos militantes destas novas causas alimentares. Bem pelo contrário, se atentarmos no que andam a fazer uns quantos obcecados com isto dos morfes. Embora pouco noticiado pelos média, os ataques de terroristas vegans a talhos, matadouros, quintas, restaurantes e até a incautos cidadãos tê-se sucedido em diversos países ocidentais. Os únicos onde esta gentalha, aproveitando a democracia que não sabem respeitar, ousa tentar impor aos demais a sua vontade. Nos outros levariam um tiro nos cornos.

Reitero que, desde que não me aborreçam, pouco me interessa o que comem ou não. Se quiserem comam só as batatas e deixem a carne de lado. Não me podem é impedir de comer os bifes que eu quiser. Isso era coisa para me chatear.

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Vão mas é fazer festinhas ao animal...

por Kruzes Kanhoto, em 07.04.19

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Os amiguinhos dos animais voltaram ontem a manifestar-se em Lisboa. Pelos direitos dos bichinhos, argumentaram. Por mim, embora não me manifeste, também acho que os bichos devem ter direito a ter direitos. Nomeadamente o direito a não serem mal-tratados. Para além disso não estou, assim de repente, a ver que outros direitos devem ser concedidos à bicharada.

Muitas daquelas pessoinhas pugnam pelo direito de não serem usados na alimentação humana. Mas isso, convenhamos, é uma coisa assim a atirar  para o parvo. E doentio, já agora. Contra-natura, também. Eles que experimentem – numa realidade paralela qualquer, obviamente – contrariar a natureza, impondo um regime em que nenhum animal seja comido por outro, e vão ver o sarilho que arranjam. Um leão ou um crocodilo vegan seria algo interessante de ver...

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Com amigos destes...

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.19

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E é isto que os amiguinhos dos animais aqui da vizinhança continuam a fazer. Todos os dias. Convictos, na certa, que fazem uma grande figura. Duvido é que os gatos, ou outro bicho qualquer, coma aquela porcaria. Bem visto, ao dar-lhes este tipo de alimentação, ainda é coisa para configurar uma espécie de crime por maus tratos...

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Isto só com um gato morto pelas trombas...e até ele miar!

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.19

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Para alguns esta será uma imagem reveladora do incondicional amor pelos animais – gatos, no caso – que sentirá a criatura que providencia alimento para os bichanos. Mas não. É, tão só, elucidativa da falta de respeito pelas leis que nos regem e pela saúde de todos. Não fora o sapatinho novo, acabado de estrear, e este material teria levado um belo pontapé. Como faço sempre que a coisa se proporciona.

Deve ser graças a comportamentos destes que, por aqui, a população de gatos vadios aumentou exponencialmente nos últimos tempos. São mais que muitos. Nomeadamente junto aos contentores do lixo, onde uma – ou mais, sei lá – alma caridosa se encarrega de deixar comida no chão. Um lindo serviço, diga-se. Até por, ao fazer isto, obstar a que a natureza siga o seu curso. Ou seja, que os gatos procurem sustento. Nomeadamente caçando ratos, pássaros ou outra bicharada, contribuindo assim para controlar essas pragas. 

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Uma bicheza...

por Kruzes Kanhoto, em 17.01.19

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A obsessão em torno dos animais já ultrapassou tudo o que se pode definir como razoável. Um dia destes nem um gafanhoto se pode esmagar sem que apareçam uns quantos parvos a reclamar da violência exercida sobre o insecto. Foi isso que sucedeu com um video, divulgado na internet por um cidadão espanhol, em que o autor acerta em cheio numa aranha com um dardo, provocando, naturalmente, a sua morte. Do aracnideo, claro. As ameaças, as injurias e o desejo de uma morte lenta e dolorosa para o homem foram mais que muitas, evidenciando o triste estado a que chegaram estes desgraçados dos amantes da bicharada. 

Por mim estou-me nas tintas para essa cambada. Vou continuar a abatê-los. É a vida.

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Pelo fim dos animais nas aldrabas

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.18

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Gostar de animais é algo natural. Digamos que o cidadão médio é, de alguma forma, alguém que nutre de uma outra outra maneira uma qualquer espécie de afecto pela bicharada. Nem que seja quando os vê no prato que degusta. Ou, vá, gosta deles mas prefere vê-los ao longe. A histeria que nos últimos anos tem vindo a crescer em torno dos ditos direitos – se não têm deveres não sei como podem ter direitos – dos animais é que não faz nenhum tipo de sentido. Desde ideias parvas, comportamentos aberrantes e, até, prática de crimes parece valer tudo quando se alega o bem estar animal. Ou aquilo que os urbanitas alucinados entendem como tal.

No âmbito do ridículo os amiguinhos dos animais não param de nos surpreender. E, depois dos provérbios, desconfio que mais dia menos dia arranjarão outra imbecilidade qualquer para nos divertirem. Sugiro-lhes as aldrabas. Se consideram má a referência a animais nos ditados populares, nem quero imaginar o que pensarão da representação de animais em objectos. Como no caso da imagem acima, em que o desgraçado do pato, mesmo sem dentes, tem de segurar pelo bico o peso de um tartaruga que, coitada, por sua vez é usada, em muitas circunstancias de forma violenta, para matraquear uma porta. Tá mal, pá. Há que pôr fim a estes costumes bárbaros, em nome do progresso, da civilização e coiso…

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"Cãofé"?! Não gosto.

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.18

 

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Essa coisa da causa animal pode ser uma cena bué fixe, muito modernaça e mais aquilo que quiserem. Mas eu não gosto. E tenho o direito de não alinhar nessas parvoíces, de considerar uns perfeitos imbecis quem se dedica a isso e, ainda, de achar que muita dessa gente constitui um perigo para a sociedade.

Não sei onde nos irá levar esta mania de humanizar a bicharada. A bom sitio não será, certamente. Permitir a permanência de animais no interior de cafés e restaurantes é a tara mais recente. Como neste caso, em que mesmo tendo afixada na porta a proibição da sua entrada, uma pastelaria situada no centro de Vila Viçosa que tem no nome uma das cores do clube da fruta permite que este canito vagueie entre os clientes enquanto o pateta do dono beberrica o seu cafézinho. Um local a evitar, sem dúvida.

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Os peluches também têm sentimentos

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.18

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Parece não haver limite para a indigência mental dos amiguinhos dos animais. Nem, a bem dizer, para a tolerância que as instituições e a sociedade em geral demonstram perante os desvarios desses malucos. Respeito - mais do que eles, até - o direito à pluralidade de opiniões e defendo intransigentemente a liberdade de cada qual lutar, com os meios que a democracia nos coloca à disposição, pela defesa das nossas convicções. Mas, convenhamos, tudo tem um limite.  Nem que seja o do bom senso. Ou do ridículo, vá. 

Ora, no que respeita à “causa animal”, tudo isso já foi ultrapassado. Veja-se este exemplo. Alguém - pessoa singular ou associação, não sei ao certo - terá ficado horrorizado ao deparar-se com o cartaz de umas festas populares aqui no Alentejo onde era anunciado um espetáculo taurino destinado a crianças. E não esteve com mais aquelas. Queixinhas para todo o lado. Nomeadamente para a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos das Crianças e Jovens. Que, gabe-se a pachorra daquela instituição, perdeu tempo e recursos que podia ter usado em assuntos importantes a responder aos queixosos. Respondeu a dita Comissão que não via mal nenhum na ocorrência, pois no tal espetáculo seria utilizada uma “tourinha” - que é um objecto que simula um touro - e não um animal.  Como, de resto, constava do cartaz que originou a queixa.   

Posto isto nada me surpreenderia que a próxima causa envolvesse o bem-estar dos peluches. Assim tipo proibir o seu fabrico e comercialização. Só para garantir que nenhuma criança aperta o pescoço do ursinho de estimação ou o avô mais cegueta não pisa aquela vaca malhada “made in China” que o catraio insiste em não arrumar.  

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Um pouco de juízo, precisa-se...

por Kruzes Kanhoto, em 29.07.18

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A relação da sociedade com os animais ultrapassou o nível do ridículo. A paranoia com a bicharada é de tal ordem que, por esta altura, estaremos já no patamar da demência. Não andará longe o dia em que uma ratazana se passeará alegremente entre as mesas de um restaurante, café, pastelaria ou estabelecimento similar perante a bonomia geral da clientela. Aliás, já o fazem. Um pombo mais não é do que um rato com asas. Mas que se cuide quem ousar torcer-lhe o pescoço ou, apenas, enxotá-lo. Todos os olhares - reprovadores, claro está – se moverão na direcção do estúpido que tão hediondo acto praticar. “Deixe lá o bichinho, que não faz mal a ninguém” é o que de mais simpático ouvirá. Pois, por acaso até faz. Além de que eu não vou tomar café ao pombal. Bom, às vezes até parece que vou.

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Pelo fim do goulag dos cães!

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.18

Sendo a política portuguesa uma espécie de fungaga da bicharada não admira que a causa animal seja daquelas que mais votos . Daí que os partidos se acotovelem para ver quem, ao olhos do eleitorado, é mais amiguinho dos animais. Agora é o PCP a tomar a iniciativa. Não querem cães acorrentados, os camaradas. Na Madeira, por enquanto, mas estou mesmo a ver a ideia a chegar ao continente. Não é que ache mal mas, assim de repente, ocorrem-me umas quantas razões que contribuem para encarar a coisa com algum cepticismo. Nomeadamente a recordação da morte por atropelamento de um infindável número de canitos, no lugar onde morei na minha infância e juventude. Os gajos, quando deixados à solta, tinham uma atracção fatal pela estrada nacional que passa mesmo ao lado. Poucos cães, ali, chegaram a velhos. Assim que me lembre havia um que não atravessava sem olhar para ambos os lados. Mas, acho, até esse lá ficou quando envelheceu e começou a ver e a ouvir mal. Mas se os amigalhaços dos animais dizem que é melhor assim, eles lá sabem.

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Novos malucos geram novos negócios

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.18

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Adoro animais. No prato, nomeadamente. Quase todos, diga-se. Praticamente só me falta experimentar cão – fica para quando for à China – porque gato, desconfio, já comi disfarçado de coelho. Mas, garanto, pouca diferença me faz que os adoradores desta nova religião que tem os bichos como deuses esturrem o seu dinheiro a estragar as divindades com mimos. Arranjem “dog sitter’s” quando não tiverem com quem os deixar, façam-lhes um lindo enterro quando esticarem o pernil ou comprem comida gourmet para os alimentar. Tudo isso é bom para a economia. Gera emprego, receita fiscal e, reconheço, todos ficamos a ganhar. Façam o que quiserem. Podiam era também apanhar a merda que eles largam nas ruas e, sobretudo, respeitar o espaço de quem não está para os aturar. Mas isso, se calhar, já será pedir demais a quem se acha muito evoluído pelo estatuto que atribui aos animais mas, em contrapartida, não respeita os seus semelhantes.

 

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Manifestontos

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.18

Admito que posso estar a ser injusto nas minhas apreciações – até porque generalizar, normalmente, dá nisso – mas tendo a considerar as manifestações como coisas de gente excêntrica. É que isto ao olhar para quem vai saindo à rua, em defesa de causas ou protestando contra consequências, não me canso de achar que tenho razão.

Os artistas, por exemplo. Têm um produto para vender, que a julgar pelas vidas que vão expondo parece bastante rentável, mas, ainda assim, insistem que o Estado pague a produção. Ou, então, andam-nos a enganar a todos. Pode também, acredito, haver produto que não vende. Não prestará, certamente. Mas, se é assim, o melhor é deixar de o produzir e procurar outra vida. Que isto o contribuinte não tem de andar a financiar falhados. Ah, espera. Tem. Que a essa malta ninguém critica com medo de fazer figura de inculto.

Os gajos dos animais também se manifestaram. Diz que não estão lá muito de acordo que alguns sirvam para degustar. Há que acabar com essa cena, reclamam. Uns tontos, estes manifestantes. Pena que se tenham esquecido de reivindicar o fim dos inseticidas. Baratas, pulgas e moscas têm tanto direito a viver nesta planeta como todos os outros seres vivos, pá!

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E no parlamento, também podem entrar?

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.18

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E pronto, para gáudio de uns quantos palermas está aprovada aquela lei que dá mais um passo no caminho da igualização de pessoas e animais. Já falta pouco para que eu e este canito, que todos os dias se esforça por me cumprimentar, possamos beberricar um cafezinho juntos num tasco que permita a entrada do bicho.

Presumo que, após esta conquista, os maluquinhos da bicharada apareçam com outra reivindicação qualquer no âmbito desta paranoica tentativa de humanizar os animais. Ou, se calhar será mais apropriado dizer, de animalizar os humanos. Permitir aos cães banharem-se nas piscinas publicas ou admitir a sua entrada em hospitais para visitar os donos devem ser, desconfio, as próximas causas desses doidos varridos.

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Vão mas é tratar dos macaquinhos. Do sótão.

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.17

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Aborrecem-me os defensores dos animais. São parvos e, desconfio, padecem de algum problema ao nível do desenvolvimento intelectual. Não me refiro, obviamente, aos que dão o melhor de si e do seu tempo para salvar a bicharada abandonada. Esses, pelo menos na sua maioria, desenvolvem uma acção meritória merecedora de todos os encómios. A quem me apetece dar uns valentes tabefes são aqueles que estão sempre a mandar bitaites acerca de qualquer noticia que envolva animais. Seja sobre a caça à raposa, o excesso de javalis, as touradas ou os rastejantes que falecem por atropelamento quando atravessam as estradas.

Há duas ideias desta gente – ou mais, mas estas chegam para justificar o desprezo que nutro por eles – que me deixam fora de mim e com vontade de lhes torcer o pescoço. Como se faz aos pardais, para melhor exemplificar. A primeira é que para essa gente a vida de um bicho vale sempre mais do que a de uma pessoa. O que dispensa outros considerandos quanto à bondade daquelas alminhas e à lucidez que vai naquelas débeis cabecinhas. Depois é acharem que as pessoas do campo maltratam os animais e que as da cidade, fruto de uma superioridade qualquer, é que os tratam bem. Pois. Deve ser deve. Ter um cão, um gato ou um mini-porco – diz que é o que está agora na moda – fechado num apartamento é de certeza o que o faz feliz. Ao dono, talvez. Porque quanto ao pobre animal não concebo maior maltrato.


 

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Os animais primeiro...as pessoas logo se vê!

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.17

 

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A educação de um povo avalia-se pela maneira como trata os animais, garantem uns quantos alarves. Curioso. E eu aqui a pensar que seria mais pela forma como trata as suas crianças, os seus velhos e os seus desvalidos. Pelos vistos não. Mas ninguém me manda ser parvo. Esses, para esta gentinha de agora, não importam nada. Os animais sim, é que merecem tudo. Não fossem eles os nossos patudinhos queridos. Ou os nossos anjos de quatro patas, como algumas aleivosas gostam de se lhes referir. 

Isto a propósito, entre outras coisas, do inovador serviço de assistência médica aos munícipes de quatro patas a disponibilizar em permanência pelo Município de Oeiras. Uma ideia parva, despesista, eleitoralista e, sobretudo, repugnante. E, já agora, também discriminatória por levar em consideração o número de membros do bicho e não incluir os rastejantes e voadores. Choca-me, mas deve ser só a mim, que num país onde fecham serviços públicos essenciais quase todos os dias e onde um número significativo de localidades não dispõe de centros de saúde abertos vinte e quatro horas, se possa esturrar dinheiro público com os animais. Prioridades. Nunca pensei escrever isto, mas começo a ter saudades de quando, nos cartazes do PS, se garantia que as pessoas estavam em primeiro lugar.

 

 

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Cães na praia. Exibicionismo ou estupidez?

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.17

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Face à gravidade dos últimos acontecimentos envolvendo cães, tudo o que decorre de passear o canito na praia é irrelevante. Ainda assim é algo que me repugna. Que alguém aprecie partilhar o mesmo espaço e sabe-se lá que mais com um animal, é lá com ele. Ou ela. Não podem é obrigar-me a fazer o mesmo. E isso é o que esta gentinha, alegadamente adoradora dos animais, anda a fazer. Sem entenderem, os idiotas, o mal que andam a fazer. A todos. A começar pela tortura que infringem aos pobres dos bichos, que não deviam ser obrigados a viver em espaços manifestamente desadequados para aloja-los, e a acabar em nós, que vemos a nossa segurança e a nossa saúde colocada em causa por estes imbecis. Como esta criatura que, apesar das inúmeras placas a proibir a presença de cães no areal, insiste em passear o cão praia fora.

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Presépio capaz de aborrecer os defensores dos animais

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.16

 

 

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Presumo que o presépio que visitei um dia destes numa cidade vizinha tenha causado a ira dos amiguinhos dos animais. Que eles, por estas zonas, são poucos mas, como todos os que abraçam essa causa, chatos como o caraças. Aquilo há lá de tudo o que pode irritar essa malta. Ele é a matança do porco, uma cavalgadura espancada, um crocodilo prestes a ser espetado com uma lança, galinhas enxotadas à base de vassourada, um raposa açoitada ou um rato quase esmagado são algumas das cenas retratadas. Uma representação desnecessária de violência sobre sobre seres dotados de sensibilidade – ou anjos de quatro patas, como lhes chamam os que já estão num estado de putrefação cerebral - dirão uns quantos alarves. Talvez. Mas tem graça. E merece uma visita. Antes que os iluminados desta alegada democracia aprovem uma lei a proibir estas coisas.

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Animais, coisas e...coiso!

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.16

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No âmbito de mais uma iniciativa parva, das muitas em que os deputados se entretêm, os amiguinhos dos animais conseguiram finalmente que os animais deixem ser coisas. Não vejo, assim de repente, a vantagem que daí pode advir. Nem para as pessoas, nem para os animais. Presumo, isso sim, é que num futuro mais ou menos próximo estarão a tentar impedir-me de matar um “ser vivo dotado de sensibilidade” - parece que os bichos agora são isso - com o intuito de o degustar. Não me surpreenderá por aí além que o consigam. A paranoia em relação à bicharada é mais que muita, a subversão de valores ultrapassou toda a razoabilidade e já se perdeu a noção do lugar do animal na sociedade. Quando se considera adequado e normal ter cães e gatos – quando não pior - a partilhar a casa, a cama e a mesa está tudo dito acerca da sanidade mental desta gente. Mas não admira. De uma sociedade controlada por urbano-deprimidos não se pode esperar grande coisa.

 

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Detesto os bonzinhos. Prefiro os malvados.

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.16

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Um conhecido radialista partilhou nas redes sociais a sua preocupação por ter visto a cozinha invadida por um rato. Ralações a dobrar, no caso. Pois, a acrescentar à primeira, estava igualmente preocupado quanto à maneira de se livrar do visitante indesejado sem colocar em causa a integridade física do pequeno roedor. Para começar, acrescentava, trancou a porta da cozinha a fim de impedir que o gato – ou o cão, não sei ao certo, lá de casa – tratasse da saúde ao ratinho. Isto enquanto magicava na solução que permitisse capturar o intruso sem o molestar.

Pouco me importa o destino que o homem queira dar ao rato. É lá com ele. A coisa apenas me despertou interesse pelo número inusitado de comentários que o post mereceu. Todos, ou quase, a apelar à clemencia, a sugerir maneiras - cada uma mais idiota do que a outra - para apanhar o bicho sem o magoar e à sua posterior libertação num descampado qualquer. Matá-lo, isso, está completamente fora de questão. Coitados dos poucos comentadores que, face às doenças transmitidas por aqueles animais, se atreveram a sugerir tal solução. O ódio destilado foi tanto que, estou em crer, se os apanhassem - aos comentadores malvados – aqueles seres sensíveis preocupados com a vida do ratinho, eram capazes de os matar.

 

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