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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Uns pândegos, estes animalistas

Kruzes Kanhoto, 30.01.17

Se há leitura que me diverte são os blogues dos alegados defensores dos animais. Ciclicamente dou uma vista de olhos por uns quantos. É uma maneira de ficar a par das causas mais recentes no âmbito das ideias parvas. Que há muitas, por lá. Uma delas, das parvoíces, é que os cavalos não devem ser montados. Coitados, diz que se fartam de sofrer. Devem ficar, presumo, com espondilose, lumbago, bicos de papagaio e outras maleitas correlacionadas. O mesmo para as carroças. Nem pensar nisso. Diz que ficam todos derreados por servirem de força motriz. Vá lá que a agricultura se modernizou. Aquilo de puxar um arado devia ser uma coisa lixada para as bestas.

Por falar em bestas. Uma delas, a propósito da festarola que envolveu uma “matança de um porco” numa terrinha aqui das redondezas, classifica os habitantes da aldeia em causa como “civilizacionalmente atrasados”. Não deve ter gostado de saber que lhe mataram o parente. Mas os moradores do lugar não se devem sentir ofendidos com a classificação. A mulher é maluca. Aquilo é o resultado de animais a mais e homens a menos.

E do halal, ninguém diz nada?

Kruzes Kanhoto, 13.05.16

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Anda por aí uma paranóia em relação aos animais que começa a ser preocupante. Touradas ou matança tradicional do porco, então, é a histeria. Daqui a pouco nem aranhas, lesmas ou cobras se podem matar. Está tudo maluco. Só estranho uma coisa. Ninguém bufa contra os matadouros halal. E existem vários no país. Porque será? Se calhar é aquilo do multi-culturalismo. Ou da tolerância. Não quererem ofender alguma minoria, talvez. Ou, então, são apenas parvos. Voto nesta última hipótese.