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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O circo chegou ao cais

por Kruzes Kanhoto, em 03.12.19

A pequena Greta chegou, finalmente, a Lisboa. Não era sem tempo. Já enjoava. Fez bem a catraia em atravessar o Atlântico num barco que não deixa pegada ecológica. Há que ser coerente e, pelo menos neste aspecto, nada haverá a apontar à activista sueca a quem, parece, roubaram os sonhos, a infância e essas cenas.

À espera da moçoila estava um magote de gente. Jornalistas, ambientalistas e seguidores, nomeadamente. Para além de outros basbaques que aparecem sempre quando suspeitam que há câmaras de televisão nas imediações. Raros, presumo, terão utilizado meios de transporte amigos do ambiente para ali chegar. Mas, para o efeito, pouco importa. O que interessa é alimentar o circo. Por este andar o melhor é alguém começar a pensar numa maneira de proteger o planeta dos seus defensores.

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Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.19

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A agricultura da crise recebeu um reforço de peso. Sim, que aquilo ainda pesa para aí uns dez quilos. Um belo de um compostor feito em material reciclado, como convém, fornecido pela Gesamb. A empresa que na região trata de recolher os resíduos recicláveis e de receber o restante lixo recolhido pelos municípios.

Um projecto interessante, este. Permite reduzir de forma significativa o volume de lixo orgânico e, com isso, todos ficamos a ganhar. A começar pelas respectivas autarquias que – desconfio que poucos saibam e os autarcas também não se dão ao trabalho de informar – pagam uma pipa de massa pela deposição do lixo indiferenciado. Embora isso, a julgar pelo ruido dos maluquinhos de serviço, não conste das preocupações dos defensores da causa ambiental. Mas isto sou eu que não alinho em histerismos ambientais e que relativamente a todas as Gretas desta vida tenho a mesma opinião que o treinador do Porto tem acerca dos gajos que o chateiam nas redes sociais.

Mas voltando ao compostor, a ideia é transformar os resíduos domésticos numa espécie de composto – um fertilizante, ou algo assim – para utilizar na produção agrícola, hortícola ou lá o que é, aqui do quintal. Se a coisa correr bem daqui por uns meses sairá dali uma cena qualquer. Depois mostro. Fica a ameaça.

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Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 29.09.19

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Está oficialmente aberta a época de plantações Outono-Inverno. Hoje foram as primeiras alfaces, bróculos e outra cena que não sei ao certo o que são. Assim o tempo ajude e o Saturnino – o gato zarolho que caga três vezes por dia no quintal – permita.

Menos mal que, por enquanto, o bichano ainda não descobriu maneira de contornar a paliçada de garrafas de água e as tábuas com pregos que lhe barram o caminho. Uma solução demasiado precária e pouco estética, reconheço. Haverá soluções melhores. Como “dar-lhe um tiro”, que é a mais sugerida. Era, de facto, o mais barato, eficaz e com menos danos para o ambiente. Mas que, obviamente, não vou seguir. Trata-se de uma opção que enferma de dois problemas. Não tenho espingarda e, mesmo que tivesse, com a minha falta de pontaria nem a um metro de distância lhe acertava.

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E a patada ecológica?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.09.19

Os apanhados do clima escolheram as vacas como um dos seus principais alvos a abater. Não se cansam de marrar com as coitadas. Excepto, claro, as da Índia. Essas não padecem de flatulência. São umas vaquinhas ecológicas e amigas do ambiente, as fofinhas.

Quem, segundo um estudo de uma universidade da Califórnia vá lá saber-se porquê pouco divulgado, também deixa uma enorme pegada ecológica são os cães e os gatos. Produzir ração para alimentar tanto bichano e tanto canito emite uma quantidade absolutamente parva de gases com efeito de estufa. Sendo que, ao contrário das vacas, esta bicharada na sua imensa maioria não serve para nada. A não ser para alimentar o ego de gente solitária, urbano-depressiva ou simplesmente idiota. E também, convém não esquecer, alimentar negócios de muitos milhões. Embora, disso, os ambientalistas de pacotilha que agora andam preocupados com o planeta prefiram não falar. Vão ver, quando toca a cães e gatos, o capitalismo sempre é um bocadinho verde.

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Greta, o rebanho e as premonições

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.19

Longe de mim duvidar das alterações climáticas e disso. Não tenho conhecimentos científicos, técnicos ou de outra natureza que me permitam grandes dissertações acerca destas matérias. Mas, confesso, sou muito céptico relativamente às premonições de alguns cientistas. Nomeadamente desde que ouvi conceituados académicos da área considerar o Alqueva um elefante branco pois, na sua douta opinião, jamais encheria. Ou, condescendiam outros, demoraria pelo menos uns vinte anos a encher. Um ano depois estava cheio...

É por outras, mas principalmente por estas, que acho existir demasiado histerismo em torno da menina Greta. Não vejo, assim de repente, motivo para tanto. A coisa resume-se apenas a uma gaiata que quer é aparecer, órgãos de informação a ver se ganham “algum” e políticos a aproveitar a onda. O habitual, portanto. Entretanto pelas redes sociais é ver uma multidão tecer loas à catraia e a proclamar juras de amor eterno ao ambiente. Nada de especial, também. É o habitual comportamento de rebanho. Ou a bovinidade do ser humano, como escrevia o outro.

Pouco, ou mesmo nada, na pirralha é genuíno. Quem, naquela ou noutra idade, proclama que os lideres mundiais lhe roubaram a infância e o futuro, não pode bater lá muito bem da moleirinha. Fosse ela síria teria toda a razão. Assim fala de barriga cheia.

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"Deslarguem" o meu bife!

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.19

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Cada um é tão parvo quanto muito bem quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. Nem, tão pouco, com as parvoíces que cada qual entende dizer, fazer ou, simplesmente, pensar. Desde que, obviamente, não as imponha aos demais. Chama-se a isso liberdade, ou lá o que é.

Mas isso era dantes. A liberdade individual é um conceito ultrapassado que, actualmente, apenas se aplica às causas valorizáveis, definidas como tal pelos novos guardiões da nova moral e dos novos costumes. Gente inteligente, bem pensante, urbana e que sabe o que é bom para o mundo em geral e todos em particular. Malta de esquerda, em suma.

A causa valorizável do momento é o ambiente. Ou, desconfio, a alimentação. Um grupo ridiculamente pequeno de gente ridícula, pretende impor a toda a sociedade os seus pontos de vista acerca daquilo que devemos ou não comer. Em nome, querem que acreditemos, do ambiente.

Aborrecem-me estes maníacos. Se querem tanto preservar os recursos do planeta arranjem uma gruta e mudem-se para lá. Deixem o conforto dos vossos lares, não façam outro tipo de deslocações ou viagens que não a pé, encontrem um buraco qualquer no meio do mato e vivam de forma sustentável daquilo que a tal mãe natureza lhes oferecer. Se as vossas teorias estiverem certas seremos todos muito mais felizes. Principalmente nós.

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Desprezível, esta gente...

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.19

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Há muita falta de memoria na política e nos políticos. E nos eleitores, principalmente. Se houvesse memória, proclamações como a do camarada Jerónimo a gabar-se do seu partido ser um acérrimo defensor do ambiente, destruído pelo capitalismo está bem de ver, teriam o merecido tratamento. É que eu ainda sou do tempo em que os comunistas portugueses consideravam as noticias acerca do acidente nuclear em Chernobyl como propaganda anti-comunista. Coerente, esta malta.

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Trombalazanas!

por Kruzes Kanhoto, em 10.09.19

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Lamento vizinhança, mas assim não dá. Sois uns barrascos. Porra pá, a merda do eco-ponto está mesmo ali – a cinco metros de distância – e vocês faz-me isto?! Depois venham para cá com cenas de proteger o ambiente, salvar o planeta e que os políticos são todos uns patifes que não querem saber das alterações climáticas para nada. Tá bem, tá. 

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"Deslarguem" o meu bife!

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.19

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Uns quantos jovencitos, convencidos da sua sapiência, garantem que temos de mudar de hábitos por causa do clima, do planeta e, até, da nossa sobrevivência enquanto espécie. Nomeadamente alterar os hábitos alimentares, alegam. Isto porque, dizem, a criação de gado constitui uma enorme fonte de poluição, ou lá o que é, pelo que, sugerem uns iluminados, o melhor é reduzir a coisa ao mínimo ou, assim que possível, extinguir a actividade. Embora, para já, a sugestão fique pelo aumento do preço. Que assim só os ricos é que a comem e os pobres vão-se desabituando.

O que também contribui – e muito – para o drama ambiental que alegadamente vivemos é o turismo. As viagens de avião baratas fazem com que mais gente viaje por esse mundo fora e isso está a causar um efeito devastador em inúmeros locais. Não falta quem, farto de tantos turistas, equacione impor restrições no acesso a monumentos e, até mesmo, a cidades ou regiões. Mas, assim que me lembre, não dei por a gaiatagem ter incluído nas suas reivindicações uma medida qualquer que limite estas passeatas.

É por estas e por outras que não consigo levar esta gente a sério. Acho-os desprezíveis, mesmo. Se a alimentação humana consome uma quantidade assinalável de recursos, a deslocação de pessoas – seja qual for o meio de transporte – não consome menos. Não podemos é exigir que se limite ou proíba apenas aquilo de que não gostamos, como fazem os alegados “activistas” do clima. Poder, podemos. Mas é parvoíce e não merece credibilidade.

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Os outros que salvem o planeta...

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.19

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Alguns meses e umas centenas de milhares de euros depois, a recuperação das “Portas dos Currais” está mais ou menos concluída. O monumento estava em avançado estado de degradação e, também por isso, cada cêntimo aplicado valeu a pena. De lamentar – eu, pelo menos, lamento – é que os carros continuem a passar por ali. Serei, se calhar, o único a achar que apenas peões e veículos sem motor o deviam fazer. Logo eu. Um gajo que não liga nada a essa cena do ambiente e nem aprecio aquele desporto tão popular que consiste em caminhar sem destino, que nem um tresloucado, só porque, dizem, faz bem à saúde e a mais não sei quantas coisas. Mas ainda bem que sou só eu a ter estas ideias. Felizmente os meus conterrâneos - e em particular os que moram deste lado da cidade – cá estão para lutar pelo planeta e, nomeadamente, por uma cidade sem poluição. De preferência ao volante dos seus popós.

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