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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 13.04.19

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A crise, aquela coisa que a direita inventou para chegar ao poder, já lá vai. Com ela a austeridade, a fome, a miséria e outras desgraças que os portugueses tiveram de suportar. Cenas do passado que, enquanto tivermos o melhor governo do mundo e arredores, não se repetirão. Hoje já ninguém necessita plantar couves nas varandas para não morrer de desnutrição. Somos todos ricos outra vez. Mas eu, para ser do contra, continuo com a agricultura da crise. Batatas – micro-produção, esclareço, antes que surjam os comentários em tom de escárnio – ervilhas e alface são os produtos da época. Também todos os anos por esta altura uma – ou mais, mas por enquanto só descobri esta - família de pintassilgos insiste em instalar-se no meu quintal. Manias.

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Decapitação

por Kruzes Kanhoto, em 12.10.16

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Com a chuva de hoje, o meu quintal ganhou vida. Muita. De várias espécies que, presumo, devem ter estado, nos últimos meses, a recato do calor. Ao primeiro sinal de pluviosidade, bichos de conta, lesmas, caracóis e outros intrusos não identificáveis mal puderam aguardar a noite para se passearem pela terra molhada, pelos canteiros e, até, pelo espaço pavimentado. A sobrevivências das plantas que, coitadas, sobreviveram heroicamente à falta de água, está ameaçada por estes rastejantes. É uma invasão. A guerra mal começou, será longa e fará muitas vitimas. Esta, por exemplo. Ao contrário de outras – e de outros, que não quero cá discriminações - que por aí andam, já não tem cornos.

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Valores?! Devem estar a brincar...

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.16

Há quem garanta, todos os anos, que falta cumprir Abril. Quem, sem nunca se esquecer, lamente a perda dos valores de Abril. E, este ano, quem sugira que graças à geringonça os tais valores e o tal Abril vão ser cumpridos. Pois. Deve ser, deve. Seja lá o que for que essa cantilena de velhinhos queira dizer.

A mim o 25 de Abril lembra-me a reforma agrária. Se calhar se vivesse noutro local lembrar-me-ia ocupação de fábricas. Ou manifestações que acabavam em pancadaria. Ou malucos a colar cartazes e a pintar paredes. Mas não. É mais gente mal apessoada a querer pendurar pessoas nos candeeiros do Rossio entre um e outro assalto a propriedades privadas.

Reforma agrária lembra-me, também, agricultura da crise. E é a ela – à agricultura da crise – que me dedico hoje. Às alfaces, batatas, couves e morangos. E aos poejos e tomilhos, que lá por serem ervas não devem ser discriminadas.

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