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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Toupeiras, lagartas e outras apoquentações

Kruzes Kanhoto, 26.04.21

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A agricultura da crise está, como já aqui dei conta em inúmeras ocasiões, sob constante ameaça. De toda a espécie. Lesmas, caracóis, lagartas, pássaros, gatos e outra bicheza não identificada tudo invade o meu quintal. Até uma cobra – a tal víbora cornuda – já aqui me apareceu. Quase parece a reforma agrária da bicharada. Mas, de uma ou outra maneira, os atacantes vão sendo escorraçados e a coisa resolve-se.

Desta vez é pior. O caso é sério. Envolve toupeiras e se não me conseguir livrar das bichas a outra agricultura da crise – a tal 2.0 – está seriamente ameaçada. A ideia não é apenas afugentá-las. Para isso existem umas traquitanas que emitem um som alegadamente incomodativo que, supostamente, as afastará. O pior é que, mais cedo do que tarde, acabarão por voltar. Daí que prefira uma solução que resulte no falecimento dos invasores. Estão em causa os tomates, pimentos e tudo o mais que por lá está plantado. Quem souber de uma “mézinha” suficientemente boa para matar os atacantes, avise.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 07.02.21

Longe vai o tempo das hortas urbanas. Daquelas que nasceram um pouco por toda a parte quando, na sequência da intervenção externa de resgate ao país provocada pela governação do partido socialista, vivemos assim uma espécie de grande fome. Claro que, como todas as modas, rapidamente caiu no esquecimento. Bastou que ao poder chegassem os geringonços para a vida voltar à maravilha que sempre é quando no poder não está um maléfico governo de direita, a praticar políticas de direita e composto por gente que apenas quer o pior para nós e o melhor para eles. Ainda bem que agora não é assim.

Por mim, que não alinho em populismos nem tenho uma visão balizada por palas desta coisa da política, a agricultura da crise continua a ser o que sempre foi. Haja fome ou fartura. E, por esta altura, está assim. Para além de mais umas coisitas que ainda não têm “cara” para aparecer. Por agora alhos, coentros, alfaces, repolhos, brócolos, nabos e poejos são os protagonistas.

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Os tomates da crise

Kruzes Kanhoto, 16.08.20

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Ter tomates, em tempos de crise, pode ajudar. Este ano, na agricultura da crise e numa inédita parceria, também há disso. Dá para tudo e ao gosto de toda a gente. Uma sopa de tomate para os que gostam de “enfardar”, uma salada para os vegetarianos ou um doce para os gulosos.  Ou, no meu caso que sou um brutamontes em matéria de “morfes”, todos eles. Com crise ou sem ela.

O ataque do esquadrão lesma

Kruzes Kanhoto, 19.07.19

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Quando, faz tempo, me lamentei aqui – ou noutro sitio qualquer, já não me lembro nem isso interessa muito – da invasão de lesmas no meu quintal, uma idiota retorqui-me que as lesmas têm tanto direito a viver neste planeta quanto eu. Presumo que seja uma daquelas criaturas com um elevado índice de indigência mental que chamam filhos aos cães e anjos aos bichos em geral. Gente mancomunada com o Demo, só pode.

Mas, por mim, não me importo de partilhar o planeta com qualquer espécie de vivente. Embora no que toca a lesmas, bichos de conta e outros predadores que me infestam o quintal, os prefira mortos. De preferência antes de atacarem os morangos.

Os morangos da crise

Kruzes Kanhoto, 22.06.19

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Um gajo chega a casa depois de uns dias fora e é isto. Mas eu já andava desconfiado que eles não gostam de companhia. De ter alguém por perto, por assim dizer. Pelos vistos medram muito melhor se ficarem sozinhos. E ainda há por aí uns paspalhos a divagar acerca de quanto as plantas apreciam que falem com elas...Pois, pois. Deve ser, deve. Ainda bem que os meus morangueiros não são desses. Também onde é que já se viu falar com plantas?! Tss, Tss...

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 17.02.19

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Ora aí está uma grande ideia. Da maior utilidade para quem, como eu, tem uma aversão visceral a cavar. Aquela coisa de pegar numa sachola e revolver a terra. Assim, há que reconhecer, é muito mais fácil. Basta abrir uns buraquitos, já previamente picotados na embalagem, e está pronto para plantar. Sem calos nas mãos nem dores nas costas e quase sem canseiras. Hoje foram morangos, amanhã serão alfaces e no futuro tudo o que a imaginação providenciar. Mas por que raio ninguém me avisou antes da existência destas cenas?!

Agricultura da crise, ou isso

Kruzes Kanhoto, 21.07.17

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Devia mudar o titulo dos posts em que abordo o tema da produção agrícola caseira. A crise, como toda a gente sabe, já passou. O fantástico governo de Lisboa já a enxotou para bem longe. E também porque, a bem dizer, os produtos expostos são o resultado de uma parceria. Daquelas como as PPP’s, não sei se estão a topar. No caso dei a árvore, as sementes e colhi. Uma canseira. Mesmo assim começo a gostar do conceito.

Agricultura da crise

Kruzes Kanhoto, 03.04.17

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Desde que somos ricos outra vez nunca mais ouvi falar das hortas sociais – comunitárias, ou lá o que era – nem, sequer, de gente que cultivava de tudo em qualquer nesga de terreno. Até aquelas pessoas que com muita arte e infindável engenho transformavam uma varanda num quintal ganharam juízo e deixaram de brincar aos agricultores. Ou, pelo menos, deixámos de ter noticias deles. O que é quase a mesma coisa.

Por mim, nunca alinhei nessas modas. Não tenho jeito para a lavoura nem, principalmente, grande vontade. Limito-me, como fazia antes de termos ficado pobres e faço agora que somos de novo abastados, a espalhar umas sementes pelos canteiros e a plantar um ou outro vegetal. Depois, o resultado, é o que a terra quiser. Ou o que os pássaros e rastejantes diversos deixarem.