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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Falta muito para começar a tratar a ministra da saúde por Drª Morte?

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.19

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Não possuo poderes adivinhatórios. Bem que gostava, mas não. Mesmo em matéria de prognósticos - seja qual for o evento a prognosticar - a minha perspicácia revela-se de uma ineficácia confrangedora. Mas, uma vez por outra, faço previsões mais ou menos certeiras. É o caso da bagunça que se vive actualmente no sector da saúde. Não era difícil prever o presente cenário. Estava na cara que, depois da educação, a saúde constituía um dos pontos seguintes na agenda ideológica da esquerdalha-geringonciga.

O objectivo dos javardolas que nos governam é que o Estado deixe de contratualizar serviços de saúde com entidades privadas. Como se o SNS pudesse dar resposta, por si só, às necessidades de todos os portugueses. Não dá agora nem dará nunca. É humana, física e financeiramente impossível. Ou, então, voltamos ao tempo em que o médico olhava para o paciente, passava a receita e não havia cá essa mariquice de meios auxiliares de diagnóstico. Esta cena da ADSE é, apenas, mais uma etapa. Outras se seguirão. O caminho para o socialismo fará as suas vitimas – os mais pobres, principalmente – mas no final o esquerdume garantirá que o sol brilhará para todos nós. Mesmo que ilumine uma sociedade miserável.

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Idignações

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.18

A noticia da limitação do número de consultas a que os beneficiários da ADSE passarão a poder recorrer, não está a causar os níveis de indignação esperados. Vinte e quatro por ano, a julgar pelas opiniões que já li, chegam muito bem. É que isto, garantem os gajos que dirigem aquela cena, há que moralizar a coisa. Por mim, tudo o que seja moralizar, parece-me uma boa ideia. Sorte é serem os fulanos de esquerda a fazê-lo. Se fossem os outros – os da direita bafienta – era mais uma afronta aos funcionários públicos, um roubo aos nossos direitos e um ataque à saúde dos beneficiários. Assim é mais uma baforada de odor a pinho que nos entra pelas ventas.

O alegado mau uso do dinheiro dos donativos para as vitimas dos incêndios está, também, na ordem do dia. Invejas, garante o autarca lá do sitio. Presumo que já terá proclamado estar de consciência perfeitamente tranquila. Se ainda não o fez, não deve tardar. Por mim – e antes que outros o digam – à justiça o que é da justiça e, neste caso, ao povo o que é do povo. Ou dos seus representantes. O que é quase a mesma coisa, aliás.

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Adse para todos?! E porque não?

por Kruzes Kanhoto, em 24.03.16

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Ciclicamente o tema da ADSE constitui motivo de discussão. Acessa, como quase todas as discussões que envolvem alegados direitos alegadamente exclusivos dos funcionários públicos. Que deve ser extinta e fica o Serviço Nacional de Saúde para toda a gente, defendem uns. Alargada a todos os que para ela queiram descontar é que era, sustentam outros alegando uns quantos princípios constitucionais.

Percebo os primeiros. É uma questão de filosofia de vida. Ou de outra coisa qualquer. De que, obviamente, discordo. Para eles o Estado deve regular todos os aspectos da vida de cada cidadão e, mesmo que um grupo de pessoas financie um sistema à conta exclusiva do seu vencimento sem que daí resulte encargos para os que dele não beneficiam, ainda assim, não pode ser. Nem sei como não reivindicam o fim dos seguros de saúde. Esses sim financiados pelo Estado através das deduções fiscais.

Já a opinião dos segundos, alargar o conceito de serviço prestado pela ADSE a quem a ela queira aderir, seja ou não funcionário público, parece-me fazer todo o sentido. Tenha ele – o conceito – o nome que tiver. Pode, até, chamar-se privatização parcial do SNS. Proporcionaria uma maior capacidade de escolha, um melhor serviço aos utentes e uma poupança de milhares de milhões de euros aos cofres públicos. Tinha era um problema. Dois, melhor. Representava um enorme aumentos de impostos para quem quisesse aderir – mas isso era como o outro, só pagava quem aderisse – e quase decepava uns quantos lobbys na área da saúde. Uma chatice, portanto.

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