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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sujar a rua deve ser, também, um direito adquirido.

por Kruzes Kanhoto, em 09.10.11




A notoriedade desteblogue – a má fama, vá – deve-se, quase em exclusivo, à merda de cão. Sãoincontáveis os posts que dediquei ao assunto. Ainda assim muito menos do que oscagalhões que se podem encontrar diariamente pelos passeios de qualquer cidade.De nada, obviamente, tem servido. Os tugas javardolas não lêem blogues –preferem, por razões óbvias, o facebook – e mesmo que lessem estar-se-iam nastintas. Acham que o seu cão, se come com eles à mesa e dorme com eles na cama,terá também todo o direito a cagar onde muito bem lhe apetece.
Bem podem,portanto, as autoridades locais apelar ao civismo dos cidadãos. Não adianta. Ouos fazem sentir em termos pecuniários que são responsáveis por esta situação degradantee que coloca em causa a higiene e saúde pública ou, então, mais vale estaremsossegados e não gastarem tempo, papel e dinheiro. Porque, como dizia o outro,lavar a cabeça a burros é gastadouro de sabão. Parece evidente que a únicasensibilização que produz efeito no tuga é a que atinge a sua algibeira. Nestecontexto não se percebe muito bem a atitude passiva de quem de direitorelativamente a esta matéria. Ou melhor, até entende. Mas, como já escrevi noutraocasião, é bom que percebam que quem não gosta de ver as cidades, vilas ealdeias repletas de merda de cão também vota.
Se a repressão através da coima não será o meiomais apropriado, até porque seria quase impossível aplicá-lo, já um forteincremento no valor das taxas de licenciamento de canídeos e um eficaz controlo– esse muito fácil de realizar – dos animais registados, contribuiria paraminorar o problema. Primeiro porque diminuiria o número de cães e, segundo,contribuiria para um aumento de recursos financeiros que as entidades responsáveispodiam alocar à limpeza dos espaços urbanos. Mas isso, se calhar, é pedirdemais. Envolve essa coisa, chata e aborrecida, a que chamam trabalho.
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