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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

SNS, assim não vale...

Kruzes Kanhoto, 22.02.24

O SNS tem constituído um dos principais temas para a habitual demagogia que os políticos gostam de usar para atacar os adversários e que, modo geral, os portugueses nas suas conversas de dia a dia adoram replicar para defender os da sua cor e depreciar os demais. Por mim apenas quero que o SNS funcione. Estou-me nas tintas se o serviço me é prestado pelo Estado ou por um privado que o Estado contrata por não ter capacidade para me tratar a tempo e horas.

Infelizmente esta prática não é seguida. Pelo menos da forma mais adequada. Estou, desde o final do Verão passado, inscrito para uma cirurgia num hospital público da região. No inicio de Dezembro fui convocado para a realização de exames tendo em vista a realização da mesma. A meio de Janeiro recebi uma carta do tal hospital e, ainda antes de a abrir, confidenciei aos meus fechos de correr a satisfação pela rapidez do processo enquanto enaltecia as virtudes do sistema que, afinal, não estava tão mal como o andavam a pintar. Só que não. A missiva continha um vale-cirurgia que podia utilizar num de dez hospitais à minha escolha. Oito públicos, todos a norte do Douro e dois privados. Um em Lisboa e outro no Algarve. Mais ou menos como aqueles vale-prenda para usar obrigatoriamente em determinadas lojas, mas aquilo que nós precisamos só está à venda no estabelecimento do outro lado da rua.

Obviamente não aceitei a generosa oferta e vai daí continuo na lista de espera. Estava, antes do dito vale, em 378º lugar e passado um mês avancei para 358º. Por este andar daqui por uns dezanove meses deve chegar a minha vez. Ou não, porque a lista tem umas particularidades assaz curiosas. É que, neste período, já estive também nos lugares 380º, 399º e 402º. Ou seja, já andei para trás. Diz que é porque vão aparecendo casos urgentes. Ou, então, é porque há gente a fazer como uma amiga da minha avó quando precisava de consulta com o médico da “Caixa”. Oferecia-lhe uma galinha.

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