Se fosse grego votava não.
por Kruzes Kanhoto, em 01.11.11
Os gregoschegaram ao fim da linha. Tal como nós, mais cedo do que tarde, acabaremos porchegar. Colocar nas mãos do povo a decisão acerca do seu futuro parece umadecisão sensata. Ou perigosa. Depende do ponto de vista. Mas que se justificaface à dimensão do que está em causa.
Por cá, quasede certeza, nunca seremos chamados a pronunciar-nos acerca das novas patifariasa que, um dia destes, seremos sujeitos. Principalmente se, como é expectável, osreferendos – sim, porque tal como noutras ocasiões serão gajos para repetir avotação até o resultado ser do seu agrado - na Grécia não correrem de feiçãopara aqueles que nos querem tirar a pele. Mas, se estiver enganado e formos tambéma votos, acredito que aceitaremos tudo e mais alguma coisa. Verdade que aalternativa será a falta de dinheiro para pagar ordenados, pensões e importar comidaou medicamentos. No entanto talvez fosse uma boa oportunidade para, definitivamente,os portugueses – incluindo muitos políticos e seus sabujos – aprenderem que agestão da vida, a privada e a pública, não se faz apenas de gastar dinheiro. Principalmentedo que não temos.