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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Reverter uma inutilidade é assim tão difícil?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.16

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Das muitas patifarias cometidas pelos governos de Sócrates e Passos Coelho contra os trabalhadores da administração pública, a que menos terá prejudicado a generalidade dos funcionários foi a imposição das quarenta horas de trabalho semanal. Foi, igualmente, a mais inútil. Nem, sequer, os custos agora apregoados que a sua reversão irá custar são para levar a sério.

É por isso que me surpreende a estranha dificuldade do governo em reverter a medida. Para quem - ao melhor estilo de Vale e Azevedo - já se fartou de rasgar contratos e de desfazer coisas só porque sim, isto de repor as trinta e cinco horas não é mais do que uma minudência. Daquelas bem minúsculas, mesmo.

Há – ouvi um dia destes – quem defenda, ao invés, que os serviços públicos deviam era estar mais tempo abertos. Salvo num ou outro caso, muito mas mesmo muito especifico, não estou a ver a necessidade. Nomeadamente fora de Lisboa e Porto. É uma parvoíce. Recordo-me de, vai para aí uma dúzia de anos, alguém cá pela terrinha ter tido a ideia de abrir os serviços municipais ao público durante a hora de almoço. Reza a lenda que durante os meses em que esse horário esteve em vigor certo dia terá lá aparecido um munícipe. Embora, ainda hoje, não existam certezas quanto a isso...

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