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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Querem "escala"?! Eu digo-lhes onde podem arranjá-la...

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.14
Considero-me um gajo tolerante relativamente ao disparate. Até porque, reconheço, sou um exímio praticante da arte de disparatar. Mas perante opiniões disparatadas de gente que tem a sua própria opinião em grande conta – como se fosse a detentora da verdade e todos os outros uma cambada de parvos – os meus níveis de intolerância disparam para valores que se aproximam perigosamente da vontade de ver o opinador falecer.
Vem isto a propósito de umas quantas criaturas que defendem a extinção dos municípios com reduzido número de habitantes. A quantidade de habitantes, abaixo da qual não se justifica a existência desta unidade administrativa, vai variando de acordo com a forma, mais ou menos radical, que o defensor da ideia olha para o assunto. Dez mil parece ser um número vagamente consensual.
Admito que, num ou noutro caso, até podem ter razão. Haverá, concedo, vários municípios com tão pouca população que podiam perfeitamente ser agregados ao concelho vizinho. Embora a poupança daí resultante fosse meramente residual. Se essa gentinha quisesse poupar à séria tratava era de propor a fusão, por exemplo, do Porto e Gaia, ou Porto e Matosinhos, ou Amadora, Odivelas e Loures, ou Barreiro, Montijo, Seixal e Alcochete ou Cascais, Oeiras e Sintra. Isso é que, sem prejuízo absolutamente nenhum para as respectivas populações, gerava essa coisa da escala ou lá o que é. Lixava era “tachos” como o caraças. O que seria uma chatice. Até para certos opinadores.
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