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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Que mal tem um ordenado chorudo?

Kruzes Kanhoto, 20.05.20

Tendo a apreciar aumentos salariais. É cá uma mania minha. E se a melhoria for significativa então, por maioria de razão, ainda gosto mais. Se chegar a valores como, por exemplo, setenta e cinco por cento, aí, é o delírio. O êxtase, até.

Daí ter imensa dificuldade em assimilar o motivo que leva tanta gente a indignar-se com o vencimento dos gestores do Novo Banco e, nomeadamente, o acréscimo de que terão beneficiado nos últimos anos. Ainda bem que os cavalheiros têm um ordenado jeitoso. Pena que não haja mais gente a ganhar o que eles ganham ou, pelo menos, a beneficiar de idêntica generosidade da entidade patronal na hora de decidir os aumentos.

Se calhar o que falta neste caso, atendendo ao que a opinião pública julga saber, é a penalização adequada. Mas resolver isso até está nas mãos de alguns que se indignam com os valores que aqueles senhores auferem. Não me parece que seja difícil incluir, em sede de IRS, uma taxa – de noventa por cento, vá, que hoje estou bem disposto – a incidir sobre prémios, aumentos de ordenado ou outras liberalidades atribuídas a gestores de empresas beneficiadas, directa ou indirectamente, por apoios do Estado. Há anos que o deviam ter feito. Nunca houve, nem há agora, é vontade para isso. É que isto ora se é governante, ora se é gestor...

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