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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Porra, pá! Ainda não é desta que temos o centro interpretativo.

por Kruzes Kanhoto, em 17.07.19

456_n.jp

(Foto: Municipio de Estremoz - página oficial no Facebook) 

Ainda não passou assim tanto tempo um grupo de pessoas, detentoras de múltiplas qualidades, manifestou a mais profunda inquietação por o executivo autárquico cá da terrinha ter resolvido vender a antiga casa do alcaide-mor. Um monte de ruínas, ao abandono há décadas, para sermos mais precisos. Que a venda era um crime contra o património, que o património histórico não tinha nada que ir parar à mão de privados, que aquilo devia era ser um espaço cultural e mais um infindável rol de patetices, quase todas envolvendo a palavra património, constituíram os argumentos que, então, se leram e ouviram.

Como sou gajo que gosto de mandar o meu bitaite sugeri, na altura, que das ruínas se erguesse um centro interpretativo. Que é um conceito muito modernaço e que, infelizmente, Estremoz ainda não possui. No caso um centro interpretativo da merda de cão. Vertente que, no âmbito dos centros interpretativos, por enquanto ainda não está devidamente explorada. E já devia, parece-me.

Como seria de esperar ninguém ligou à minha sugestão. E ainda bem. Diz que o comprador tem outras ideias para aquele espaço e, também, todo o quarteirão onde o imóvel está integrado. Um projecto turístico todo janota que dará finalmente um aspecto digno aquela zona. Para grande indignação, presumo, de alguns lunáticos.

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