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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pobreza bloquista

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.20

Haverá, certamente, muitas formas de pobreza. Tantas quantas quisermos, a bem dizer. O BE descobriu – ou inventou – mais uma. A pobreza menstrual. Seja lá isso o que fôr. Vai daí, propôs na AR que os produtos de saúde menstrual sejam distribuídos gratuitamente.

Não me vou pôr para aqui a divagar acerca da pertinência do assunto. Nem, tão-pouco, quanto à parte do gratuito. Não vale a pena. Até o meu gato imaginário percebe que nada daquilo que o Estado faculta aos cidadãos é à borla. Alguém o paga. Só gente ignorante ou intelectualmente manhosa pensará o contrario.

O meu desacordo é, mais uma vez, em relação à discriminação. E esta ideia do Bloco é manifestamente discriminatória em relação a outros tipos de pobreza. E, assim de repente, ocorrem-me vários. A começar pela pobreza fiscal, sem que o BE proponha a redução do IRS sobre os trabalho; A pobreza auditiva, não consta que o SNS distribua aparelhos para melhorar a audição; A pobreza oftalmológica, a comparticipação nos óculos é ridícula; A pobreza dentária, num país de gente desdentada próteses ou implantes dentários são quase inacessíveis a quem tem menos posses. Entre muitas outras pobrezas que agora não me ocorrem. Nem ao BE.

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