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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pernas para que vos quero

Kruzes Kanhoto, 28.06.09
Os muitos forasteiros que aos sábados de manhã se deslocam a Estremoz contribuem para tornar ainda mais anárquico o estacionamento na cidade. Parece valer tudo para deixar o carrinho uns metros mais próximo do estabelecimento comercial onde se quer comprar qualquer coisa ou do café onde vão molhar o bico. Veja-se este exemplo de desenrascanço, tipicamente tuga, de quem se está nas tintas para o eventual incómodo que possa causar ao proprietário do carro branco que ficou ensanduichado entre os dois espertos. São por estas - e também outras, mas por agora fiquemo-nos apenas por estas – que são cada vez mais os que dizem: “Volta Sandokan que estás perdoado!”
Não faço, ainda, parte desse número mas, não gosto da forma como se abusa do automóvel na nossa cidade. Nem nas outras, embora aí me incomode bastante menos. Ninguém anda a pé – a não ser a passear o cão ou às voltas ao Rossio com a ilusão que isso contribuirá para reduzir o pneu ou as dimensões do rabo – estaciona-se em segunda em segunda fila e tenta-se entrar com o carrinho na loja de pronto-a-vestir, no café ou seja lá onde for.
Sendo esta uma cidade de excelência, seria excelente ver por aí mais pernas de um lado para o outro. E pernas – ainda – não faltam. Pena andarem sempre escondidas dentro de um automóvel. Que, por mais excelente que seja, nunca chegará aos calcanhares de umas pernas de excelência.

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