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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Perguntar não ofende. Só chateia.

Kruzes Kanhoto, 26.03.19

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Há perguntas para as quais, por mais que me esforce, não encontro resposta. Embora, convenhamos, não faça grande esforço para a encontrar. Que hei-de, por exemplo, responder aos que me questionam – com uma frequência cada vez mais inquietante, diga-se – acerca de quando tenciono reformar-me. Apetece-me responder que não sou político. Nem militar. Nem, tão-pouco, professor, policia ou qualquer outra profissão de desgaste rápido. Podia, também, explicar que devia ter começado a trabalhar meia dúzia de anos mais cedo. Mas, se o fizesse, teria de explicar a impossibilidade da coisa, visto que antes andava a estudar, ou lá o que era.

Reconheço a pertinência da pergunta. De facto não é normal um gajo, com a minha idade e quase quarenta anos de serviço, continuar a bulir. Só porque não me apetece ficar a sobreviver com um IAS. Mas é a vida. Alguém tem pagar as pensões dos que se reformaram aos cinquenta, com trinta de descontos e levaram a reforma inteirinha. Deve ser aquilo a que chamam solidariedade intergeracional. Que é, parece, uma coisa assim, tipo, uns comem a carne e os outros roem os ossos. 

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