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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Para "pô-los a andar" é preciso "tê-los" no sitio...

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.18

 

Um eleito de uma Assembleia Municipal – numa terra distante, lá para o norte – terá afirmado, referindo-se a um determinado grupo de cidadãos, que “a essa gentalha devia aplicar-se a política dos três pês: Porrada, prisão e pô-los a andar”. Ora, como seria de esperar, tais declarações deixaram aquela coisa do SOS Racismo à beira de um ataque de nervos. Com direito a comunicado condenatório e tudo.

Não subscrevo, obviamente, nenhuma daquelas posições. Nem, na totalidade, a do eleito nem a dos alegados socorristas. A destes porque tenho o defeito de apreciar a liberdade. De expressão, nomeadamente. A do gajo da Assembleia por achar que a porrada e a prisão não iam adiantar de muito aos indivíduos a quem o tipo se refere.

Gosto é daquela parte do “pô-los a andar”. Isso sim é que era uma grande ideia. Aplicado aos moradores do resort cá do sitio, que tem sido noticia nos últimos dias, seria a solução perfeita. Para todos. Principalmente para os ditos cujos. Uns para Espanha - já que são cidadãos espanhóis portadores de DNI e tudo – e outros conduzidos de regresso ao conforto das suas casas nos concelhos vizinhos, na periferia de Lisboa ou na lezíria ribatejana. Sempre serão melhores, julgo eu, do que a “barreca” do resort. Dos restantes, desconfio, deixaríamos de ter noticias…

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