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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pânico selectivo

Kruzes Kanhoto, 05.01.11
Como seria de esperar os mercados reagiram com inusitada agitação à prolongada – quatro longos e desesperantes dias - falta de actualizações do Kruzes Kanhoto. Os rapazolas, espalhados pelo globo atrás de computadores, que quais mariquinhas se assustam por tudo e por nada, entraram em histeria colectiva e o resultado foi o disparar dos juros exigidos ao Estado português pela compra da nossa divida. O impacto da ausência das costumeiras opiniões profundamente irrelevantes que por aqui vou expressando foi, como se verificou, devastador.
A reacção a este fenómeno de transcendente importância é, no mínimo, preocupante. Aguarda-se, por isso, com expectativa o resultado das providências cautelares contra os intentos governativos de reduzir salários à função pública. Se obtiverem êxito podemos estar perante uma drama de proporções inimagináveis e que poderá levar ao suicídio – ou, até, a coisa pior – de muitos desses tais rapazolas, assustadiços e amaricados, a quem chamam mercados. Alguns brilhantes comentadores, instados a pronunciar-se acerca desta remota possibilidade, manifestaram a sua inquietação por tal facto nos poder colocar na iminência de um verdadeiro cataclismo. Ou à beira do autoclismo. Não sei ao certo porque havia muito barulho quando os analistas de serviço emitiam opinião. 
Já as múltiplas e inúmeras excepções à anunciada redução salarial não parecem perturbar nem constituir motivo bastante para fazer tremer os mercados de medo. Parece-me – eu bem que andava desconfiado – que esta malta dos mercados – os tais rapazolas amaricados – é muito selectiva nas coisas que escolhe para se assustar.

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