Oportunidades. Ou oportunistas, sei lá.
por Kruzes Kanhoto, em 24.11.11
Istoda crise tem um lado bom. Ou, se calhar, até mais do que um. Faz,por exemplo, despertar o empreendedor que existe escondido em cadacidadão e estimula ainda mais o espírito de iniciativa dos que têmmais olho para o negócio. Até mesmo em Estremoz e no Alentejo emgeral, onde tradicionalmente por factores da mais variada ordem queagora não vêm ao caso existe uma menor capacidade de iniciativa,já vão surgindo pessoas a investir em pequenos negócios –esquemas, vá – capazes de proporcionar uma rentabilidade bastanteinteressante.
Foio caso com que me deparei na última edição de um jornal local –o Brados do Alentejo – onde um anúncio, também colocado emdiversos sites na Internet, se propõe ensinar “como ganhardinheiro trabalhando em casa”. Muito dinheiro. Para mais de “doismil e quinhentos euros mensais”. Melhor ainda, de uma maneira“fácil e agradável”. Provavelmente tratar-se-à daquelefantástico negócio de dobrar circulares e introduzi-las emenvelopes. Coisa para dar uns cobres ao anunciante – investidor,digamos – caso muitos parvos caiam na esparrela.