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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Okupas e a oportunidade de negócio

Kruzes Kanhoto, 15.09.20

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Os portugueses nunca foram muito de ocupar coisas. Tirando aquele curto período de tempo que se seguiu ao 25 do A, em que uns quantos oportunistas e desmiolados diversos invadiram e se aboletaram em prédios e terras como se fossem suas, nunca por cá se assistiu a um movimento mais ou menos organizado de ocupação da propriedade alheia. Embora, de vez em quando, surja uma ou outra tentativa isolada.

Já em Espanha o chamado movimento Okupa constitui um problema. E dos sérios. Segundo o Sistema Estatístico da Criminalidade, em 2019 foram ocupados quase quinze mil imóveis e em 2020, com dados disponíveis apenas em relação ao primeiro trimestre, os delitos desta natureza estão prestes a atingir os sete mil e quinhentos. Perante, diga-se, a permissividade das autoridades espanholas que pouco ou nada fazem para apoiar os legítimos proprietários ou, no mínimo, fazer cumprir a ordem e a lei. Embora esta última tenha vindo, principalmente desde que o esquerdume chegou ao poleiro, a estar cada vez mais do lado dos marginais que tomam de assalto o património alheio.

Mas o país vizinho, tal como nós, ainda é um regime capitalista. Por enquanto. E o capitalismo baseia-se na livre iniciativa, na economia de mercado e noutras maravilhas a que apenas daremos o devido valor quando a escumalha comunista da moda conseguir acabar com elas. Daí que em Espanha tenham surgido várias empresas que se dedicam ao negócio da desocupação. Com elevadíssima taxa de sucesso, parece. O que não admira. Os seus métodos, documentados em inúmeros vídeos partilhados em diversas redes sociais, para além de legais são tremendamente eficazes. E, sobretudo, convincentes. Qualquer okupa pensará duas vezes antes de reagir para o pessoal daquelas empresas da mesma maneira que o faz com a policia. São “freak’s” mas não são parvos.

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