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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O pirata, o juiz e a dita. Que com aquelas fuças o melhor é esquecer o resto...

Kruzes Kanhoto, 17.04.20

Há tiques que nunca se perdem. Acompanham-nos ao longo da vida. Ana Gomes – aquela criatura que parece o Herman José quando se veste de mulher, mas em mais feio – conservará uns quantos desde a juventude. Quando, a fazer fé nos relatos da época, era uma convicta maoista, marxista, leninista, troskista ou outra maleita daquelas que, por norma, se apanha enquanto jovem. Ou, como se diz por cá, na idade da parvoeira.

Mais tarde mudou para o PS. Que é a escolha óbvia para quem, oriundo dessa área, pretende fazer vida na política. Não que seja uma questão de convicção mas, antes, uma questão de oportunidade. Ou de oportunismo, depende do ponto de vista.

Os tiques daquela militância, contudo, ainda lá estão. O gosto pelas ditaduras é um deles. Agora manifesta-se contra o juiz que calhou em sorteio ao seu protegido Pinto, o pirata. Não queria aquele. Diz que é do Benfica, logo não serve. Nas ditaduras é que o juiz e os tribunais fazem aquilo que o poder político deseja. Aqui, por enquanto, ainda não é bem assim. Para desgosto de muita gente, reconheço. Mas, mesmo chegados a esse ponto, vai ser difícil. A menos que não ser do Benfica passe a constituir um dos requisitos para a admissão ao CEJ, a esmagadora maioria dos juízes, como no resto da sociedade, serão sempre benfiquistas. E, para azar dela e do pirata, há sempre a forte probabilidade dos restantes serem todos pessoas de bem.

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