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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O estado a que isto chegou

por Kruzes Kanhoto, em 11.03.16

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Portugal é um sítio esquisito que se rege por leis ainda mais esquisitas. Nada que constitua novidade dado que quem o habita também parece desprovido de tino. Veja-se, por exemplo, a relação da lei com as crianças. Se os pais forem para os copos, deixarem os filhos sozinhos em casa e, na sua ausência, um tiver desaparecido sem deixar rasto, nada acontece. Nadinha. Mesmo que nunca mais seja encontrado. Já se os pais forem ao casino e o gaiato pular da janela, a coisa é capaz de fiar mais fino. Pode até, eventualmente, dar direito a estadia na prisão. Se, mesmo estando em casa, os catarios se esgueirarem para o parque infantil mais próximo sem que os progenitores deem por isso, aí é uma chatice. Os fedelhos são logo encaminhados para uma instituição qualquer e os pais têm aborrecimentos garantidos. Mas, por outro lado, se levarem os filhos para um assalto – por não terem com quem os deixar ou para os iniciar na nobre arte do gamanço – e em consequência o pequeno meliante bater a bota, não têm que se preocupar. Pelo contrário. O Estado trata de os indemnizar pela perda. Esquisito?! Nada disso. É só o Estado a que isto chegou.

 

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