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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O cafézinho da crise

Kruzes Kanhoto, 23.12.11


Oaumento de preço da bica parece inevitável. Pelo menos é o queconsidera um representante do sector hoteleiro que, face à subida dataxa do IVA entende não ser possível aos empresários do ramodeixar de repercutir o encargo no preço do café. Desconheço se amaioria das empresas a operar nesta actividade terão ou nãocondições para serem elas a suportar o diferencial resultante dasubida do imposto. Além de, convém não esquecer, terem também dearcar com o aumento de outros factores como a electricidade, a águaou o gás. O que sei - até porque nem foi assim há tanto tempoquanto isso - é que quando da entrada em circulação do euro, semque nenhum dos custos atrás mencionados tivesse sofrido qualqueracréscimo, os donos de cafés, pastelarias e afins trataram deadaptar os preços à nova moeda. Verdade que eram outros tempos. Amalta andava eufórica, julgava-se rica e ninguém se aborreceu comos aumentos. Hoje a coisa fia mais fino e acredito que, a haversubidas substanciais de preço, não faltarão estaminés a fecharportas.
Pormim, desde que o PPC anunciou o fim dos subsídios de férias e denatal, que entre as várias medidas anti-crise incluí a reduçãodos gastos em cafetarias e correlativos. O café da hora de almoço ébebido em casa. O que, apenas com esse pequeno gesto, representa umapoupança diária de cinquenta cêntimos. Mais ou menos cento eoitenta euros por ano. Incluindo cerca de vinte e um euros de IVA. Seum milhão de portugueses fizer o mesmo... é só fazer a conta!

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