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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O 25 de Abril de 1974 foi uma coisa muito linda. Merecia era um bocadinho de mais respeito e de menos baboseiras

Kruzes Kanhoto, 27.04.14
Ainda bem que esta quadra festiva do 25 de Abril já passou. A pachorra para ler e ouvir tanta baboseira acerca desta data estava mais que esgotada. Principalmente quando os autores das tiradas, como sucedeu relativamente à maior parte das alarvidades, têm tanto conhecimento do que foram aqueles tempos como eu de cozinha tchetchena.
Sucederam-se durante estes dias as comparações entre o que é o país agora e o que era em 1974. É, obviamente, muito diferente. Teria, forçosamente, de ser. Fossem quais fossem as circunstâncias. Até porque há muito, com golpe de Estado ou com uma transição à espanhola, que nos teríamos livrado do regime anterior.
Uma das comparações mais idiotas entre o antes e o agora foram as vias de comunicação. Nomeadamente a magnifica rede de estradas e auto-estradas de que, hoje, o país está dotado em contraste com o que havia naquele tempo. Culpar os capitães de Abril por isso acho manifestamente injusto. Prefiro responsabilizar o Ferreira do Amaral, o Cravinho, o Guterres, o Cavaco e o Sócrates por essa desgraça que agora estamos a pagar. Entre outros. Senão também terei de atribuir culpas ao 25 de Abril por na minha terra já não existir, como antes, um hospital. Com, inclusivamente, maternidade. Ou por o comboio já não passar por aqui. Ou por ter perdido metade da população.
Naturalmente que tudo é comparável. Atribuir a razão de todas as diferenças a um acontecimento como o 25 de Abril é que é parvo. Ou, então, simplesmente fruto da ignorância.

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