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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Nogócios pirateados

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.10
Os donos de vídeos clubes, preocupados com a perda de clientes e a consequente quebra do negócio, encontraram uma original forma de protesto. Juntaram-se na via pública e vá de desatarem a fazer downloads de filmes para provarem que o combate à pirataria não existe e esse facto constitui a principal ameaça para sobrevivência dos seus estabelecimentos.
Embora até admita que os dinâmicos empresários da área “videoaluguer” possam ter alguma razão de queixa da concorrência dos novos meios ao dispor de cada vez mais gente – viva o choque tecnológico e o divino Sócrates que o promoveu – não me parece nada bem esta forma de luta. Protestar contra a proliferação de um crime e a alegada displicência das autoridades, cometendo o mesmo crime que queremos que as autoridades alegadamente displicentes combatam, não me parece nada bem.
Pretenderá esta classe empresarial que, visando proteger os seus interesses, seja instituída uma espécie de policia dos costumes que trate de impedir o acesso a conteúdos que são disponibilizados na rede e alojados em servidores situados sabe-se lá aonde. Ou, quem sabe, se isso não for suficiente para a rentabilidade do seu negócio, proibir até a gravação caseira dos filmes transmitidos pelas televisões. Talvez fosse apropriado, digo eu, seguir o conselho da novel Ministra do Trabalho e olhar para as novas tecnologias com um olhar refrescante!
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