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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Não se arranja um "teachers lives matter" ou isso?

Kruzes Kanhoto, 17.10.20

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Um professor foi assassinado em Paris. Na Europa. Da qual fazemos parte, recorde-se. O crime não ocorreu do outro lado do mar, nem se tratava de um criminoso a resistir à policia. Era apenas um professor que ensinava a tolerância aos seus alunos e que teria cometido a blasfémia de mostrar caricaturas nas suas aulas. Foi decapitado por isso. Por um daqueles cavalheiros com ideais que, ao que nos garantem as cabecinhas bem pensantes, devem merecer a nossa tolerância. As mesmas que, perante mais este crime de ódio, nem piam. O que só confirma a minha tese que todos os que se indignam quando os mortos têm a pele mais escura, que se manifestam berrando “black lives matter” e outras parvoíces do género se estão perfeitamente nas tintas para as vitimas. Eles apenas aproveitam a ocasião para expressar o seu ódio aos agressores. Excepto quando o assassino não é branco, pertence a uma minoria ou se trata de um islamita. Nestas circunstâncias, invariavelmente, calam-se que nem ratos. Das duas uma. Ou estão do lado dos criminosos ou têm medo. Não sei o que é pior.

2 comentários

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    Kruzes Kanhoto 17.10.2020

    Quando um policia mata alguém das duas uma, ou é em legitima defesa - dele ou da sociedade - ou por negligência. Quando um terrorista mata é por vontade própria. Logo ainda mais condenável, acho eu. Daí que muito me estranhe este silêncio perante um crime que se passou no espaço europeu, o nosso, e se preocupem tanto com o que acontece do outro lado do mundo.
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