Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

“Não deixe que a verdade estrague uma boa história”.

Kruzes Kanhoto, 31.10.10


A imagem que quem nos visita leva de Estremoz  aparenta não ser a melhor relativamente à forma como por cá nos relacionamos com o automóvel. O  carrinho parece ser, a par do canito, o melhor amigo do homem – e também da mulher – estremocense de tal forma o levamos para todo o lado por mais pequeno que seja o percurso a efectuar. E, numa cidade como a nossa, quase todos o são. 
Também a maneira como arrumamos o nosso imprescindível meio de transporte é alvo de especial critica. Quase sempre o mais perto possível do local de destino, mesmo que isso signifique deixar o "boguinhas" em cima do passeio, da passadeira ou em local proibido para o efeito. Tal como acontece em qualquer outra aldeia, vila ou cidade. 
A par de fotos onde ilustra o que refiro acima, o autor de mais um post sobre esta temática lamenta que não utilizemos o parque de estacionamento gratuito, junto às Portas dos Currais, que, segundo ele, a Câmara atenta ao problema mandou construir. Acredito que alguns até gostassem de o utilizar. Há, no entanto, um pequeno pormenor. No caso nada pequeno nem menor. O espaço é privado,foi construído pelo promotor da unidade hoteleira vizinha para utilização exclusiva dos seus clientes e, como é fácil de constatar até ao mais desprevenido visitante, trata-se de um parque fechado. O que faz todo o sentido dado o fim a que se destina.
No mundo dos blogues não é de esperar grande rigor informativo nem um especial apego pela verdade dos factos. No caso em apreço, da ausência  de ambos não virá grande mal ao mundo. Mas, embora o autor do texto tenha toda a razão nas considerações que tece acerca do estacionamento cá do burgo, não cumpriu uma das regras de ouro que se deve seguir quando se fala ou escreve acerca de um tema que não dominamos. Não aprofundar demasiado...A menos que usemos aquela velha máxima que, também a mim, é tão querida: “Não deixe que a verdade estrague uma boa história”.

1 comentário

Comentar post