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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Mais bandeiras do que comunistas...mas muito menos do que as suas vitimas!

Kruzes Kanhoto, 08.03.21

Parte do país acordou este fim de semana como se estivesse em Pequim ou Pyongyang. O centro das principais cidades foi poluído por centenas de bandeirolas encarnadas com foices e marretas amarelas. Foi a maneira imbecil que os comunistas portugueses encontraram para dar nas vistas a propósito do centenário do partido que os representa. Por cá, felizmente, não tive o desprazer de me deparar com tal coisa. É a vantagem de morar numa cidade pequena e, principalmente, quase não haver comunistas. Pouco mais do que um por cada ano que o dito partido está a celebrar, com azar.

Também os jornais e as televisões se desfizeram em elogios ao PCP. Estão no seu direito. O mesmo direito que comunistas e outros anti-democratas têm a expressar as suas ideias. Por mais erradas e criminosas que a história demonstre que são. Fazer-nos acreditar que os portugueses devem alguma coisa ao partido comunista, é que já é um bocadinho demais. Eles, de facto, foram os principais lutadores contra a ditadura salazarista. Lá isso ninguém nega. Mas não lutavam, como depois do 25 de Abril se viu, nem pela democracia nem pela liberdade. Lutavam por outra ditadura. Como aquela que vigorou em inúmeros países que ainda hoje admiram e onde os mortos que esses regimes causaram se contam em muitos milhões. Pode argumentar-se que isso são coisas do passado. Talvez. O pior é que a história tende a repetir-se. E a histeria, às vezes, também.

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