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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Livro de reclamações

Kruzes Kanhoto, 16.11.20

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Muitas são as ocasiões na nossa historia recente em que toda a gente protesta e poucos têm razão. Agora também. Excluo deste grupo, daqueles a quem a razão não assiste, o pessoal da restauração. O sector foi atingido em cheio pelas medidas de combate ao vírus chinês e terá muitos motivos para se queixar. Não está, contudo, a saber passar a mensagem. São notórios os erros de comunicação e o mais certo é isso vir a custar-lhes os negócios, os empregos e os investimentos realizados.

Podem, os empresários do sector, ter toda a razão naquilo dos meses de facturação que contam para o apuramento do apoio governamental. Não lembra a ninguém incluir no calculo o período em que os estabelecimentos estiveram fechados. Uma percentagem de zero, seja ela qual for, será sempre igual a zero. Mas, igualmente mau, é exigir não “pagar” o IVA, como alguns donos de cafés e restaurantes não se coíbem de fazer aos microfones das televisões, alegando que se trata do “maior custo” do seu negócio. O IVA não é um custo deles. É dos clientes e foi pago no acto do consumo. Eximir-se à sua entrega ao Estado é, para além de um possível crime, uma burla e uma falta de respeito para com os consumidores e os contribuintes em geral.

De recordar que o sector, quando da descida do IVA para a restauração, não baixou os preços. Preferiu aumentar a margem de lucro, apesar do exponencial crescimento do negócio com o boom turístico que se seguiu. Convém igualmente não esquecer que não são assim tão raros os estabelecimentos onde se trabalha de “gaveta aberta” e que muitos ainda mostram má cara quando se pede factura. E, sobretudo, é sempre bom não esquecer quem é que no final vai pagar a continha. Com factura.

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