Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Ladrões e gente reles

por Kruzes Kanhoto, em 24.03.19

Andam por aí uns quantos iluminados a pretender transformar um ladrãozeco numa espécie de herói nacional. Refiro-me, obviamente, ao hacker do momento. O produto do seu roubo terá ajudado as autoridades fiscais de vários países a apanhar gajos que se eximiram a pagar os impostos que as ditas autoridades entendiam que eles deviam pagar, alegam em defesa do criminoso. Teve acesso a dados que revelarão diversas situações capazes de configurar crimes, justificam como motivo bastante para elevar o marginal à condição de quase santo.

Aplicando este principio, confesso desde já a minha imensa vontade de começar a assaltar certas residências. Nomeadamente as de muito boa gente que anda pelas redes sociais a defender este bandido. Roubava o que muito bem me apetecia e, desconfio, ainda me faziam uma estátua. Sim, pois desde o momento em que encontrasse algo que uma qualquer mente alucinada entendesse como revelador de qualquer coisa, o criminoso passaria a ser o assaltado.

Por mim podem argumentar o que quiserem. Será sempre um ladrão. Até porque quem o endeusa esquece-se propositadamente que o fulano apenas terá revelou os dados de quem não lhe pagou para ele ficar sossegado. Ou seja, os que cederam à chantagem. Belo herói, sem dúvida. E gentinha reles esta, que come a palha toda que lhe põem na gamela.

Compartilhar no WhatsApp

2 comentários

Comentar post