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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Já proibiam era as bichas...

Kruzes Kanhoto, 28.06.19

Humor - Um sapo.jpg

Que vivemos numa ditadura tutelada por uma espécie de PIDE dos costumes e da linguagem, não será coisa para suscitar grandes dúvidas a ninguém. São proibições umas a seguir às outras, imposição de regras que apenas servem a meia-dúzia de criaturas que se arrogam no direito de impor a sua vontade aos demais e para quem todos os que ousam pensar de maneira diferente não passam de mentecaptos que urge abater.

Para esta gentinha colocar um sapo em local visível, de cerâmica ou seja qual for o material de que é feito, constitui um crime. Diz que a intenção é discriminar um determinado grupo de cidadãos que, alegadamente, terão um problema qualquer com os batráquios. Uma estupidez, obviamente. O objecto, coitado, inanimado como é, não faz mal a ninguém. Apenas alguém que “não junta o gado todo” pode ver ali uma ameaça. E, por outro lado, só um fascista imbecil da pior espécie – ou um queixinhas amaricado, vá – é que se queixa do bicharoco.

Se é para proibir, então que proíbam cobras, aranhas e outros animais em borracha daqueles que se podem adquirir em qualquer loja dos chineses. São muito mais assustadores. Ou, melhor ainda, proíbam as bichas de sair à rua. Há por aí cada uma tão repugnante que até mete medo ao susto.

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