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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Já marchava...

Kruzes Kanhoto, 24.05.21

Por mais estranho que possa parecer a qualquer pessoa decente, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda foram, pela mão do actual Partido Socialista, transformados em partidos de governo. Ou, pelo menos, de poder. Não surpreende, por isso, que a “indigitação” de Mariana Mortágua como futura ministra das finanças não tenha suscitado uma espécie de risota geral. Pelo contrário. Afigura-se a quase todos como uma inevitabilidade. Ou uma fatalidade, do meu ponto de vista. Mas isso, Já garantia a minha avó, cada um faz a cama onde se deita e, acrescento eu, cada qual escolhe a maneira que quiser para se suicidar e se os portugueses acham que ter a esquerda no poder é a melhor forma de o fazerem, então força nisso.

Neste contexto estava à espera que, tratando-se de um partido com responsabilidade na governação, o congresso do BE debatesse os principais problemas que nos afectam. Assim tipo, sei lá, a fraca produtividade e os baixos salários, a dívida que não pára de subir, as pensões de reformas que são contínua e sistematicamente cortadas às novas gerações ou a elevadíssima carga fiscal. Mas não. O discurso de Catarina Martins resumiu-se a “direita…direita…extrema-direita…direita…esquerda…direita…extrema-direita…esquerda…”.E é nisto que um pequeno número, ainda assim significativo, de portugueses acredita! Por mim vai de carrinho. Ou, como diz o outro, já marchava.

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