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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

"Insulta-me se puderes"

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.11
Na actualditadura do politicamente correcto em que estamos a viver, tornaram-se banaisas acusações de racismo. Por tudo e por nada se é acusado de praticar adiscriminação racial, mesmo que em muitas circunstâncias os acusadores – quase sempreas alegadas vitimas – nem entendam muito bem o conceito. Por cá basta ir à lojado Belmiro para ter fortes probabilidades de ouvir guinchar histericamente “aiiiiiiiiraciiiiistaaaaa”. O que na opinião deles – coitados – constituirá um gravíssimoinsulto para o visado. E nem é preciso grande esforço para ouvir esta supostaofensa. Basta não sair apressadamente do caminho de um qualquer habitante doresort contiguo ao referido espaço comercial, que por ali ande a colmatar asfaltas na despensa.  
Vem istoa propósito das queixas de um jogador de futebol – negro, por sinal - que,segundo o próprio, terá sido alvo de insultos racistas por parte de outro.Branco, pois claro. Alega o primeiro que o segundo lhe terá chamado “preto demerda”. Uma acusação confusa, convenhamos. Pelo menos para mim, que após ler ereler as declarações do queixoso ainda não percebi se ele se sente ofendido coma parte do “preto” ou com a da “merda”. E esta questão das partes não é, para ocaso, de somenos importância. Quando alguém chama a outrem “político de merda”,“economista de merda” ou “portista de merda”, o visado sente-se insultado nasua condição de político, economista ou portista? Obviamente que não. O que oincomoda é a merda. No caso em apreço parece que não será assim. O tal jogador sentir-se-á arreliado é com o “preto”. Ele, apesar de ser bastante escuro, lá sabe.
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